Yeon Ji-yeong é uma chef moderna de culinária francesa que, no auge de sua carreira, vence um concurso de gastronomia. Durante um eclipse solar, ela é misteriosamente transportada para o passado — mais precisamente à Dinastia Joseon, na Coreia antiga.
Lá ela acaba entrando no palácio do Rei Yi Heon, um monarca conhecido por ser tirânico, mas que tem um paladar extremamente exigente.
Yeon Ji-yeong, mesmo sendo de outra época, usa sua habilidade culinária moderna (técnicas, ingredientes, criatividade) para impressionar o rei. Essa capacidade de cozinhar algo diferente, inovador, é o que vai permiti-la conquistar um lugar no palácio como chef real.
Conforme ela passa a servir na corte, ela enfrenta os perigos típicos de dramas de época: intrigas políticas, rivalidades entre consortes (como Kang Mok-ju), disputas pelo poder (por exemplo do príncipe Je Seon), segredos de família — tudo isso ao mesmo tempo em que tenta manter sua integridade, sobreviver às exigências do rei e, quem sabe, encontrar um jeito de voltar para o seu tempo.
Também há a parte emocional / romântica: o rei, visto inicialmente como tirano, vai relaxando aos poucos — sua frieza, seus traumas (por exemplo, em relação à morte da mãe) — são desafiados pelo modo como Ji-yeong cozinha, pelo afeto ou pela autenticidade que ela traz. A comida se torna um elo entre eles, despertando lembranças, afetos, diminuindo distâncias.
O concurso
Mas á medida que os episódios se passavam, a partir do episódio 4, tem inicio a uma disputa culinária entre os Cozinheiros chefes de cada nação. Pelo lado do reino de Josean do rei Ji-yeong, cozinheira chefe, Yeon Ji-yeong e pelo lado do reino de Ming, o cozinheiro - chefe Taing Bailong do representante chefe enviado, Yu Kun.
Um lição de ètica e moralidade
Ficou acordado que a competição seria disputada em tres rodadas. Na primeira rodada da disputa, aconteceu um imbróglio. Uma das cozinheiras assistentes do reino de Ming usou de má fé aceitou um de um desconhecido um dos ingredientes especiais da cozinheira de Josean, sua adversária, que havia sido roubada da sua dispensa na noite anterior á competição, ferindo uma das regras do jogo e que teoricamente lhe daria a vitória.
Minutos antes de ser anunciado o vencedor, Yeon Ji-yeong - cozinheira do reino de Josean fez a denúncia de que um dos ingredientes, no caso, uma "pimenta malagueta", havia sido roubada da sua dispensa e dada a sua adversária, e ao ser questionada a assistente negou que tinha roubado e insistiu de que era inocente.
Um exemplo de coragem e de moral
No meio da discussão, entre o rei Ji-yeong(Josean), e Yu Kun (Ming), se o prato feito pelo cozinheiro chefe Taing Bailong, do reino Ming seria validado, entra em cena o exemplo de Ética e Moral, o Conzinheiro-Chefe Taing Bailong, tio da cozinheira assistente, contrariando a sua sobrinha, e sob a ira do o seu chefe Yu Kun representante do reino Ming, que ja contava com a vitória, repudiou a atitude da sua assistente e a repreendeu perante todos presentes e invalidou o prato e se declarou derrotado.
Moral da História
Ao se fazer uma contextualização com os fatos ocorridos no reino, chamado Brasil, durante o processo de "justiçamento" do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF, podemos considerar o ministro Fux, o cozinheiro Taing Bailong, do reino Ming.
O resto do enredo, caso os leitores desejem saber, recomendo que assistam a minissérie.
(*) Professor e analista político
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