Em tempos de polarização política, o debate público deveria ser um espaço de troca de ideias, onde argumentos racionais e propostas concretas pudessem prevalecer. No entanto, o que se observa em muitos embates é a completa incapacidade de parte da esquerda em sustentar uma discussão séria sem recorrer a recursos baixos.
Não é raro que, diante de um questionamento lógico ou de uma contradição evidente, a resposta venha carregada de emoção descontrolada. A histeria se torna a primeira arma: vozes se elevam, gestos se tornam exagerados e o tom de urgência tenta compensar a fragilidade do raciocínio.
Na sequência, surgem os gritos. Como se o volume pudesse substituir a consistência, a retórica barulhenta ocupa o espaço que deveria ser preenchido pela razão. Incapazes de vencer pela lógica, tentam vencer pelo cansaço.
E quando a gritaria não basta, partem para os ataques pessoais. A tentativa de desqualificar o interlocutor é mais fácil do que rebater suas ideias. Afinal, é menos trabalhoso ofender do que refutar com fatos.
Por fim, o recurso mais baixo: a linguagem chula. O uso de palavrões e expressões vulgares é a marca do esgotamento intelectual, o atestado de que o debate chegou ao fim porque não há mais nada a oferecer.
É nesse ponto que cabe a reflexão: "Não discuta com esquerdistas, as armas deles são: histeria, gritos, ataques pessoais e linguagem chula."
O diálogo só é válido quando existe disposição para ouvir, respeitar e responder com argumentos. Do contrário, não passa de um espetáculo de intolerância travestido de militância.
(*) Professor e psicopedagogo
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