Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar. — Foto: Reprodução/TV Globo-Brunno Dantas/TJRJ
A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nessa quarta-feira (17/9), a prisão de líderes do Comando Vermelho, incluindo Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP. A decisão, da 2ª Promotoria de Investigação Penal Territorial, atendeu a um pedido do Ministério Público carioca que alegou associação criminosa para a prática de crimes patrimoniais.
A decisão, da 2ª Promotoria de Investigação Penal Territorial, atendeu a um pedido do Ministério Público carioca que alegou associação criminosa para a prática de crimes patrimoniais.
“Os integrantes da organização promoveram diversos roubos de veículos na circunscrição distrital da 18ª e da 20ª Delegacias de Polícia, clonando os veículos roubados para serem revendidos ou vendendo suas peças para lojas e ferros-velhos”, informou o MP. De acordo com as investigações, a dinâmica dos crimes era feita, além dos líderes da organização, por dois grupos: de batedores e executores.
Os batedores eram responsáveis por observar e avisar ao grupo que executava os roubos da presença de policiais. Já os executores, conduziam o roubo dos veículos. Outros integrantes do grupo eram responsáveis por levar os automóveis roubados a uma das comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, com a prévia anuência dos chefes das localidades, segundo o MP.
Presos
Entre os denunciados estão:
Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar;
Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP;
Ocimar Nunes Robert, o Barbosinha,
e Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, o Abelha.
Dos cinco nomes conhecidos da polícia há décadas, só Abelha não está na cadeia atualmente – está foragido.
A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Méier e Tijuca, e os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).
Estrutura do grupo
As investigações apontaram que a atuação da quadrilha ocorria em áreas abrangidas pela 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira) e 20ª DP (Vila Isabel).
Após os roubos, os veículos eram clonados para revenda ou tinham as peças vendidas em lojas e ferros-velhos.
A divisão da quadrilha
Segundo o MPRJ, a dinâmica criminosa envolvia diferentes funções dentro da organização:
Batedores: observavam a região e alertavam sobre a presença de policiais.
Executores: eram responsáveis por realizar os roubos.
Outros integrantes: levavam os carros para comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, com autorização dos chefes locais.
O MPRJ destacou que o grupo agia de forma reiterada e estruturada, mantendo divisão de tarefas e contando com a anuência da liderança da facção.
Fontes: G1 - RJ e o Tempo
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