EUA aplica multa milionária à empresa que fretou Boeing 747 sancionado da Venezuela apreendido na Argentina

 



O Boeing 747-300M da companhia venezuelana Emtrasur e que foi apreendido em Buenos Aires após um pedido do governo americano, continua a dar repercurssão mesmo após o Jumbo ter sido desmontado.

Nesta semana a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC) concluiu o caso envolvendo a transportadora internacional Fracht FWO Inc., que concordou em pagar uma multa de US$ 1,61 milhão (R$ 8,7 milhões) para encerrar investigação sobre possíveis violações de sanções americanas contra Venezuela e Irã.

Em maio de 2022, uma grande montadora entrou em contato com a Fracht para transportar peças automotivas para uma indústria Argentina. Esta empresa de logística contratou a Emtrasur para transportar a carga do México à Argentina.

A empresa, sem seguir corretamente seus procedimentos internos de compliance, ignorou sinais de alerta de que o voo seria realizado por uma companhia bloqueada pelos EUA e operado por tripulação iraniana, caracterizando aparentes violações dos programas de sanções da OFAC contra Irã, por terrorismo.

O avião utilizado, originalmente da companhia aérea Mahan Air, do Irã, e com matrícula iraniana EP-MND, havia sido transferido para a Emtrasur e rematriculado como YV-3531. Apesar da mudança de registro, a aeronave continuava bloqueada na lista de propriedade sancionada da OFAC, que é associada ao número de série da aeronave, como o AEROIN ressaltou no recente caso de desinformação envolvendo o Ilyushin IL-76 em Brasília.

O Boeing realizou voos entre Venezuela, Irã e Rússia, alegadamente transportando armas para grupos terroristas financiados pelo Irã, e por isso foi sancionada. O 747-300 foi enviado ao México para o transporte da carga, e saiu da Cidade do México para Buenos Aires fazendo uma escala em Caracas, na Venezuela, para reabastecimento.

Após a detenção na capital argentina, o Boeing 747-300M permaneceu retido por diante da suspeita, que foi confirmada, da presença de tripulantes iranianos no Jumbo, além do fato do avião já ser sancionado, que levou aos fornecedores de combustível no Aeroporto de Ezeiza a negarem o abastecimento da aeronave. Após solicitação do governo americano, o 747 foi levado à Flórida, onde foi desmontado.

Por ser uma empresa com sede no Texas, a Fracht FWO está submetida à legislação americana, e por isso foi processada pela OFAC, assinando nesta semana o acordo de não persecução penal com pagamento de multa. O acordo também ocorre num outro momento de atrito entre os EUA e a Venezuela, agora envolvendo uma operação americana contra narcotraficantes venezuelanos no Mar do Caribe.

Fonte: Aeroin

Importante: Precisamos, mais do que nunca, da sua ajuda para continuar no ar. Entre nessa luta com a gente: doe via PIX (20470878568) ou PIX (tgmedra@hotmail.com)


Não deixe de curtir nossa página www.profesortacianomedrado.com e no  Facebook e também Instagram para acompanhar  mais notícias do TMNews do Vale (Blog do professor TM)


Envie informações e sugestões para o TMNews do Vale  pelo   e-mail: tmnewsdovale@gmail.com


AVISO: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do TMNews do Vale (Blog do professor TM) Qualquer reclamação ou reparação é de inteira responsabilidade do comentador. É vetada a postagem de conteúdos que violem a lei e/ ou direitos de terceiros. Comentários postados que não respeitem os critérios serão excluídos sem prévio aviso.

Faça um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem