É Fake News que Bolsonaro e os demais condenados pelo quarteto do STF terão prisão imediata decretada. Entenda

 

Plenário do STF - Julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais outros réus

(*) Taciano Medrado

Mais uma vez, a máquina de narrativas se antecipa aos fatos para tentar moldar a opinião pública. Desde a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados pelo chamado “quarteto do STF”, setores da imprensa apressaram-se em vender a ideia de que a prisão imediata já estaria decretada, como se o Supremo fosse um tribunal revolucionário e não a mais alta instância do Judiciário.

Nada mais falso. A execução das penas não ocorre por um estalar de dedos. Ainda há etapas processuais a serem cumpridas, como a publicação do acórdão, os recursos cabíveis e o próprio rito interno da Corte. Mas, ao que parece, a pressa em transformar o julgamento em espetáculo vale mais do que a sobriedade que se espera de quem deveria informar com responsabilidade.

Apesar da condenação, Bolsonaro e os demais não serão presos de imediato, como andam espalhando os esquerdistas radicais. As penas só passarão a ser cumpridas após o encerramento definitivo dos recursos ainda disponíveis para as defesas, o que se chama de Transitado em julgado e que essa não tem prazo definido para conclusão.

Entre eles estão:

Embargos infringentesum recurso que pode ser utilizado quando há decisão não unânime em um tribunal colegiado. Ou seja, quando um ministro vota pela absolvição e a maioria decide pela condenação, a defesa pode pedir que a decisão seja reexaminada

Embargos de declaração recurso utilizado para esclarecer obscuridades, omissões ou contradições em uma decisão judicial. Não muda o mérito do julgamento, mas pode atrasar o andamento do processo e até abrir espaço para novas discussões.

Além disso, ainda existe a possibilidade de o ministro Luiz Fux pedir vistas do processo, o que suspenderia temporariamente o andamento até nova análise. Tudo isso leva tempo, porque existem ritos jurídicos que precisam ser seguidos.

O Supremo, por sua vez, parece cada vez mais confortável em assumir o papel de protagonista político, agindo não apenas como julgador, mas como ator no tabuleiro de poder. A cada decisão midiática, reforça-se a sensação de que o tribunal se distancia do espírito da Constituição para se aproximar do aplauso fácil das redações alinhadas.

Criar a narrativa de uma prisão imediata serve apenas a um propósito: alimentar o clima de perseguição, inflamar ânimos e desgastar ainda mais a já combalida imagem de Bolsonaro e de seus apoiadores. O cidadão, porém, precisa estar atento: nem tudo que se veste de manchete tem compromisso com a verdade.

O Brasil não precisa de tribunais de exceção nem de jornalistas militantes travestidos de repórteres. Precisa, sim, de Justiça equilibrada e de informação honesta. Só assim será possível reconstruir a confiança nas instituições e afastar a sombra do autoritarismo judicial.

(*) Professor e analista político

Importante: Precisamos, mais do que nunca, da sua ajuda para continuar no ar. Entre nessa luta com a gente: doe via PIX (20470878568) ou PIX (tgmedra@hotmail.com)


Não deixe de curtir nossa página www.profesortacianomedrado.com e no  Facebook e também Instagram para acompanhar  mais notícias do TMNews do Vale (Blog do professor TM)


Envie informações e sugestões para o TMNews do Vale  pelo   e-mail: tmnewsdovale@gmail.com

Faça um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem