A CPMI do INSS vota nesta quinta-feira (11/9) uma lista de 406 requerimentos. Quatro deles têm alto potencial de desgaste para o governo Lula (PT): são os pedidos relativos ao Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, o Sindnapi.A entidade tem como vice-presidente o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão mais velho do presidente da República.
Há dois requerimentos para a quebra de sigilo, apresentados pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e pelo senador Izalci Lucas (PL-DF)Outros dois requerimentos, de autoria do senador Marcos Rogério (PL-RO) e de Izalci Lucas, pedem ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que encaminhe à CPMI do INSS os relatórios de inteligência financeira (RIFs) que eventualmente tenham sido feitos sobre o Sindnapi.
CPMI do INSS vota 205 pedidos de quebra de sigilo
Ao todo, a pauta inclui 205 pedidos de quebra de sigilo e de encaminhamento de RIFs. Apesar dos pedidos direcionados ao Sindnapi, não há, até o momento, requerimentos voltados especificamente a Frei Chico.Segundo o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ele pode vir a ser convocado caso surjam evidências de envolvimento dele na chamada “farra do INSS”, revelada pelo Metrópoles.
Dirigentes do Sindicato recebiam comissões em descontos de aposentados
Entre 2020 e 2023, a firma, controlada pelo marido da coordenadora jurídica do Sindicato, Tonia Galleti, e à esposa de Milton “Cavalo” Souza, presidente do sindicato, faturou ao menos R$ 4,1 milhões em repasses feitos pelo próprio Sindnapi, pelo banco BMG e pela seguradora Generali.
Nesse mesmo período, a arrecadação da entidade com descontos saltou de R$ 23 milhões para R$ 154,7 milhões — um aumento de 563,9% —, puxada por um acordo com o BMG que gerou milhares de filiações suspeitas.
Dirigentes do Sindnapi enriqueceram no período
Apesar dos indícios, a Advocacia-Geral da União e o INSS têm sido cobrados por não moverem ações contra o Sindnapi na mesma intensidade aplicada a outras entidades.Procurados, o sindicato, o BMG e a Generali negaram irregularidades, e a AGU afirmou que nada impede o ajuizamento de novas ações no futuro.
Fonte: Metrópoles
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