A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta segunda-feira (15) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente receba uma série de visitas na residência em que cumpre prisão domiciliar.
Bolsonaro pediu nesta segunda autorização para receber visitas de:
Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado
Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara
O texto é uma prioridade para aliados de Jair Bolsonaro no Congresso, que avaliam que a medida pode beneficiar o ex-presidente, condenado, ao lado de outros sete, por tentativa de golpe pelo STF.
Visitas semanais do presidente do PL
Também nesta segunda, Bolsonaro pediu autorização para receber visitas semanais de Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
Na solicitação feita ao STF, os advogados do ex-presidente dizem que as visitas semanais são necessárias para o debate de pautas institucionais do PL e planejamento de ações políticas.
"A solicitação justifica-se pela indispensável interlocução com o dirigente máximo da agremiação partidária, cuja função demanda contato direto e frequente com o Peticionante, notadamente para coordenação de pautas institucionais e planejamento de ações políticas de alcance nacional", afirma o requerimento.
Líder da oposição no Senado
Justificativa semelhante à contida no pedido sobre Valdemar foi apresentada em relação ao líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).
"O pedido funda-se na necessidade de manutenção de tratativas institucionais contínuas com o Parlamentar, cujas atribuições no Congresso Nacional exigem diálogo direto com o Peticionante, inclusive para definição de estratégias e acompanhamento de pautas relevantes ao partido e à representação popular", diz o requerimento da defesa sobre as visitas de Marinho.
Grupo de oração
Também nesta segunda, a defesa do ex-presidente comunicou ao ministro Alexandre de Moraes que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro conduz um grupo de orações, na residência em que vive com Bolsonaro, e que por isso, às quartas-feiras, 16 pessoas comparecerão ao local.
A lista com os nomes dos participantes do grupo de oração foi enviada ao ministro do STF.
"Cumpre renovar os esclarecimentos de que esse grupo de oração já se reunia regularmente na residência [de Jair Bolsonaro] antes mesmo da imposição das medidas cautelares", afirmam os advogados.
"O presente [pedido] visa apenas reafirmar o compromisso [de Bolsonaro] com o fiel cumprimento das restrições impostas, mantendo informada esta Suprema Corte sobre atividades que integram a vida familiar e espiritual de sua esposa", completa a defesa.
G1 - Política
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