(*) Taciano Medrado
Olá, caríssimo(a)s leitore(a)s,
O Brasil assiste mais uma vez a um espetáculo digno de novela, só que com menos talento artístico e muito mais dramaticidade jurídica. A estrela da vez? Ele mesmo, Jair Messias Bolsonaro. O palco? Os tribunais, onde a toga virou figurino e a Constituição, roteiro adaptado ao gosto do diretor de ocasião.
Chamam de “julgamento”, mas, convenhamos, parece muito mais um “Justiçamento”. Afinal, a pressa em condenar não costuma combinar com o zelo da imparcialidade. O script já está pronto, a plateia já foi convencida e a sentença, quem sabe, já está escrita nos bastidores. Resta apenas o suspense teatral para manter a audiência em alta.
É curioso notar: enquanto uns ex-presidentes foram flagrados, julgados, condenados em três instâncias e até hospedados em Curitiba — mas hoje circulam livremente pelos tapetes vermelhos da política —, Bolsonaro é acusado de crimes que parecem se multiplicar como gremlins na chuva. A cada dia surge uma nova acusação, um novo processo, um novo espetáculo.
Claro, não estamos aqui para absolver nem condenar. Mas o que se vê é que a balança da Justiça perdeu o contrapeso e ganhou um ventilador: pende sempre para o lado que sopra o vento político do momento. E quando o Direito se torna uma ferramenta de vingança, não temos justiça, mas sim um tribunal de exceção disfarçado de democracia.
No fim, talvez reste a dúvida: estamos diante de um julgamento de atos ou de um justiçamento de um personagem incômodo? E mais — quem será o próximo a subir no palco dessa tragicomédia jurídica à brasileira?
Enquanto isso, seguimos de camarote, comendo pipoca, assistindo a mais esse espetáculo de toga e malabarismos retóricos, onde a Justiça parece menos cega e muito mais míope, enxergando apenas aquilo que lhe convém.
(*) Professor e analista político
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