Quando o apito vira piada e o VAR se transforma em truque de circo barato.
Quem assistiu à partida entre o Botafogo e o Grêmio na noite dessa quarta-feira (24) ficou incrédulo com tamanho absurdo. Em uma falta marcada pelo árbitro da partida na lateral direita da grande área, ao jogador do Grêmio cobrar, a bola resvala nos ombros de dois jogadores da zaga do Botafogo. O lance segue normalmente, mas o VAR chama o árbitro da partida para revisão sugerindo que houve penalidade, alegando ação de “bloqueio do jogador” Matheus Martins. O árbitro, ao rever os lances várias vezes, acabou concordando com a análise do trio do VAR.
"Vejo um atleta que salta (Matheus Martins). Com o braço esquerdo, ele faz uma ação de bloqueio e muda a trajetória dessa bola. Pela (câmera) inglesa, a gente consegue ver bem essa trajetória. Vocês concordam comigo que é uma ação de bloqueio para penal? " disse Ilbert, acrescentando: "Torezin, recomendo uma revisão para possível penal por uma ação de bloqueio, ok? Vou te soltar um loop lento, porque é a melhor condição que temos para ver essa mão em uma ação de bloqueio. Essa bola não toca no braço direito, que é um braço grudado. O braço esquerdo é um braço aberto que troca a direção."
Árbitro da partida, Torezin pontuou que a bola já havia passado do ombro de Matheus Martins no momento do toque. O lance aconteceu por volta dos 40 minutos do segundo tempo, na cobrança de falta de Arthur Cabral sobre Marcos Rocha.
E aqui está o ponto em que o futebol brasileiro deixa de ser esporte e se transforma numa sessão de stand-up tragicômico. O que vimos não foi interpretação, foi improvisação de quinta categoria. O árbitro e o VAR conseguiram, mais uma vez, roubar a cena com um espetáculo grotesco digno de um circo de beira de estrada, mas com ingressos caríssimos pagos pelo torcedor.
A cada rodada, a arbitragem brasileira parece disputar um campeonato à parte: quem consegue cometer o erro mais bizarro da semana. É como se houvesse um troféu invisível para a incompetência. E nesse festival de horrores, a CBF aparece como a grande produtora desse circo decadente, contratando árbitros que, na prática, não passam de humoristas mal pagos disfarçados de juízes.
O VAR? Ah, o VAR virou o mágico trapaceiro da trupe. Puxa replay daqui, corta câmera dali, mostra em câmera lenta o que em velocidade normal não existe, tudo para justificar a invenção de um pênalti que só eles enxergam. O torcedor, claro, ri de nervoso. Porque chorar já virou rotina.
Botafogo e Grêmio foram apenas os palhaços escolhidos da noite. Amanhã será outro time. O roteiro não muda, apenas os personagens. O espetáculo é o mesmo: erros, desculpas esfarrapadas e a tal “nota oficial” da CBF, que sempre aparece para dizer que está “avaliando a arbitragem”, como se esse teatrinho enganasse alguém.
Enquanto a CBF continuar protegendo essa trupe de incompetentes, nosso campeonato seguirá sendo um circo grotesco: com palhaços engravatados no camarote, mágicos do VAR inventando lances e árbitros que mais parecem atores canastrões em busca de fama.
O futebol brasileiro não está apenas no fundo do poço: ele já fincou residência lá. E a CBF, em vez de trazer a corda para resgatar o espetáculo, prefere vender ingressos para transformar a desgraça em show.
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