Convenhamos, há por aí veículos e “portais de notícia” que já se especializaram em vender a mesma ladainha inflada de sempre: manchetes gritadas, títulos enganosos, informações mal checadas e, claro, aquele tempero básico de sensacionalismo barato.
É o jornalismo do “urgente” que nunca foi, do “exclusivo” que todos já sabiam e do “escândalo” que, no fundo, não passa de fofoca mal contada. Um jornalismo que não informa, mas deforma; que não investiga, mas inventa. E depois ainda quer ser levado a sério.
O problema é que, enquanto esses veículos estão ocupados pescando cliques com minhocas de Fake News, a credibilidade deles vai pelo ralo. E o público, cada vez mais cético, já não distingue se está lendo notícia ou ouvindo a famosa história do pescador que jurava ter fisgado o “peixe de 30 quilos” — mas não tem foto, não tem prova, e ninguém nunca viu.
E basta dar uma olhada no que circula por aí para percebermos como essa frase faz sentido. Manchetes em caixa alta, promessas de “bomba” e “urgente” que não passam de repetição de release mal lido. É o clickbait em sua forma mais vulgar: títulos mirabolantes que prometem o peixe de 50 quilos, mas entregam o lambari seco do dia anterior.
Vivemos a era do “jornalismo de WhatsApp”, aquele que repassa boatos como se fossem furo, onde a checagem é feita no achismo e a apuração é substituída pelo famoso “recebi de uma fonte confiável”. Fontes essas que, claro, nunca aparecem, porque só existem na cabeça do redator apressado.
E o que dizer dos portais caça-níquel, sustentados à base de anúncios invasivos e manchetes fabricadas? São fábricas de cliques: quanto mais gente engana, mais faturam. Não informam, não investigam, não incomodam ninguém do poder. Só sobrevivem explorando a curiosidade ingênua de quem ainda cai na armadilha da manchete espetaculosa.
Enquanto isso, a credibilidade afunda. O público já não confia — e com razão. A cada notícia “urgente” que não se confirma, a cada escândalo inventado, a cada “especial exclusivo” que não passa de cópia de outro veículo, o jornalismo sério perde espaço. O preço da irresponsabilidade é a desconfiança generalizada.
Jornalismo não é espetáculo de circo, nem barraca de feira que grita “olha a promoção!”. Quem escolhe viver de clickbait, de manchetes caça-clique e de notícias inventadas para alimentar grupos de WhatsApp não é imprensa: é apenas mais um atravessador de informação, um vendedor de ilusões baratas.
Jornalismo sério exige coragem, responsabilidade e compromisso com a verdade, não com o algoritmo. Quem prefere viver de manchetes infladas e “escândalos” fabricados deveria largar a pretensão de ser imprensa e assumir de vez o papel de entretenimento de quinta categoria.
Porque, no fim das contas, jornalismo desacreditado vale exatamente isso: tanto quanto a piada do pescador que nunca sai do anedotário da mesa de bar.
Porque, no fim, é exatamente isso: jornalismo desacreditado vale tanto quanto a piada do pescador que jura ter visto o “peixe gigante” — mas ninguém nunca viu, ninguém nunca provou, e no fundo todo mundo só ri da cara dele.
(*) Professor e analista político
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