(*) Taciano Medrado
Nessa quinta-feira(21), pós jogo de volta pelas oitavas de final da Libertadores, os milhões de torcedores do Flamengo devem estar cantando o hino do clube carioca assim:
"Três vezes Flamengo,
Sempre Flamengo,
Flamengo, eu sempre hei de ser,
é o maior prazer vê-lo brilhar..."
E cá estamos nós, assistindo a mais um capítulo da já cansativa, mas sempre espetaculosa novela rubro-negra: “A trilogia flamenguista pra cima do Inter”. É impressionante como o Flamengo consegue transformar qualquer jogo em épico shakespeariano — com direito a drama, suspense e, claro, o inevitável discurso de superioridade que só quem veste vermelho e preto se acha autorizado a fazer.
Do outro lado, o Internacional, com seu jeitão de coadjuvante resignado, parece entrar em campo mais como figurante do que como rival. Afinal, a narrativa é flamenguista, o roteiro é flamenguista e, pasmem, até a imprensa nacional costuma ser flamenguista. O Inter? Ora, o Inter entra só para ser lembrado no parágrafo seguinte: “O adversário lutou, mas o Flamengo foi muito maior ”.
Perder uma partida é um dos resultados prováveis em um jogo de futebol, mas perder três partidas consecutivas para o mesmo adversário, em um intervalo de uma semana, é algo insultado. Foi isso que aconteceu com o Internacional de Porto Alegre-RS nos confrontos contra o Flamengo. Duas pelas oitavas de final da Libertadores (dias 10 e 20 de agosto), pelos placares de 1 x 0 e 2 x 0, e uma pelo Campeonato Brasileiro, dia 13/08, pelo placar de 2 x 0. Na soma dos três jogos: 5 x 0 para o rubro-negro carioca.
Os gols foram marcados por Arrascaeta e Pedro, um em cada tempo em plena Arena Beira Rio, em Porto Alegre, em duelo marcado por atraso por motivo inusitado e muita segurança dos visitantes. Os mandantes, que precisavam buscar o resultado, mostraram nervosismo no Beira-Rio. Com o resultado, o Rubro-Negro se classificou às quartas de final da Libertadores. Na próxima fase, a equipe de Filipe Luís vai enfrentar o Estudiantes, que eliminou o Cerro Porteño. O Colorado, por sua vez, dá adeus à competição.
Cá entre nós, trilogia boa mesmo é aquela que não deixa dúvida sobre o final. E, até agora, a única dúvida é se o Inter um dia vai parar de ser mero coadjuvante da epopeia rubro-negra.
Porque no futebol brasileiro, quando o Flamengo entra em campo, o jogo é só detalhe — o resto é espetáculo para a plateia rubro-negra.
(*) Professor, redator - chefe e vascaíno
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