Polêmico sim!, subserviente ou bajulador, nunca!


(*) Taciano Medrado

Essa semana encontrei um colega que me contou uma história curiosa: certa vez surgiu uma vaga para Administrador Financeiro em uma grande empresa da região, e ele, por iniciativa própria, enviou meu Curriculum Lattes ao proprietário, que era seu conhecido. A resposta do empresário foi quase uma pérola de sabedoria provinciana: “O professor Taciano tem um excelente currículo, é muito competente, mas tem um grande defeito – é muito polêmico.”

De início, confesso que fiquei surpreso. Em primeiro lugar porque jamais pedi a alguém que enviasse meu currículo a empresa alguma. Nunca precisei desse expediente e nem o faria. Não entendam como arrogância ou prepotência — é simplesmente a realidade. Afinal nesses meu 64 anos de vida, destes mais de 40 como profissional,  sempre conseguir meus empregos através de concursos ou seleções públicas e nunca por apadrinhamento político ou de indicação de colegas. 

Certamente esse tal "empresário" não estava querendo contratar um profissional pelos seus saberes e conhecimentos e suas competências , mas sim, mais um que pudesse massagear seu ego. De fato essa vaga não me interessava. 

Mas cá entre nós: ser considerado “muito polêmico” passou a ser um defeito? Para alguns, sim. Principalmente para aqueles que preferem ao lado gente dócil, obediente, de cabeça baixa, pronta para aplaudir qualquer ordem vinda de cima. Esses sim, os perfeitos subservientes e bajuladores, os verdadeiros especialistas em transformar convicções em tapinhas nas costas e silêncio conveniente.

Ora, a polêmica nada mais é do que a coragem de não se calar, de não aceitar o discurso pronto, de não engolir a conveniência disfarçada de “harmonia”. Quem teme a polêmica geralmente teme ser desmascarado. E não se engane: são justamente os “bem-comportados” que alimentam a mediocridade, que seguram a cidade, o país e até empresas inteiras no atraso.

Então, se ser polêmico é não vender a consciência por um lugar na sombra, não trocar princípios por favores e não bater palmas para enganação, que me chamem polêmico quantas vezes quiserem. Prefiro ser lembrado como quem falou o que pensava, a ser mais um no coro desafinado dos bajuladores de plantão.

Por isso reafirmo — e não é slogan, é postura de vida:
“Polêmico sim!, subserviente ou bajulador, nunca!”

(*) Professor e polêmico 


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