foto: Revista Crusoé (Diário do Poder)
(*) Taciano Medrado
O Partido dos Trabalhadores é mestre na arte do “faz o que eu digo, não faz o que eu faço”. Vive se apresentando como guardião da democracia e da moralidade política, mas, na primeira oportunidade, acomoda-se com aqueles que até ontem eram considerados inimigos do povo. O discurso muda conforme o vento, e o rumo é sempre o mesmo: manter-se no poder, custe o que custar.
A narrativa é bonita, embalada com palavras como “justiça social” e “defesa dos trabalhadores”. Mas a prática revela alianças improváveis, acordos silenciosos e uma tolerância seletiva com tudo aquilo que antes era motivo de indignação. É o famoso “vale tudo” — desde que o jogo seja a favor deles.
A retórica é sempre a mesma quando o assunto é o Partido dos Trabalhadores (PT) e suas “defesas”, afinal o que é aplicado aos outros para os militantes petistas tem inversão de valores. Senão vejamos alguns fatos:
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ironizou na 4ª feira (6.ago.2025) o PT e pediu “perdão” ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao criticar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Segundo a congressista, os políticos do PT criticaram a indicação de Moraes ao STF em 2017 e os “conservadores não acreditaram”. À época, o Partido dos Trabalhadores foi contra a indicação do atual ministro da Corte. Segundo a senadora, agora os “conservadores abriram os olhos”.
Gleisi Hoffmann, à época senadora e líder dos petistas, criticou a sua indicação durante a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa Alta. Disse que o seu ingresso na Suprema Corte era “prejudicial à democracia”.
Em print de postagem na página PT Brasil, a senadora mostrou que o partido acusou o então ministro da Justiça Moraes de ter recebido R$ 4 milhões de empresa investigada e ainda o chamou de “golpista”. Em outro print, a mesma página do PT Brasil criticava Moraes por sua atuação na crise prisional e o chamava novamente de “golpista” ao abordar a elaboração de um plano de segurança.
Nessa semana, o “menino de ouro” de Lula criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, por indicar Camila Jara (PT) a afastamento do mandato por até seis meses após se envolver em uma discussão com o deputado Marcos Pollon (PL). Ou seja, na cabecinha de militante, só quem deveria ser punido era o deputado bolsonarista.
E o pior: ainda há quem bata palmas e finja não ver. Mas, como já diz o dito, “O PT e suas conveniências – só cego não enxerga”.
(*) Professor e analista político
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