(*) Taciano Medrado
Em uma sociedade que se afirma democrática, é alarmante observar o crescimento de uma cultura que, ao invés de promover o diálogo, insiste em impor o silêncio. O debate político se tornou uma arena contaminada por rótulos, ataques pessoais e cancelamentos seletivos. No entanto, é preciso dizer, com todas as letras: a liberdade não pertence a um espectro ideológico. Ela é um direito universal.
Não se trata de ser de direita, de centro ou de esquerda. Trata-se de defender um valor essencial à existência humana: o livre arbítrio, o direito de pensar, falar e escolher. Quando uma sociedade começa a naturalizar censuras, perseguições e a supressão de vozes discordantes, não estamos mais diante de uma democracia saudável — mas sim diante de uma degeneração autoritária, ainda que disfarçada de “bem comum”.
Vivemos uma era em que discordar virou crime. Em que questionar narrativas dominantes é sinônimo de ser “extremista”. Em que quem pensa diferente precisa pisar em ovos, com medo de ser cancelado, investigado ou silenciado. A pergunta que fica é: qual o preço da liberdade? E mais importante: estaremos dispostos a pagar esse preço quando chegar a nossa vez de ser calados?
O TMNews do Vale acredita que a liberdade é inegociável. Que a imprensa deve ser livre. Que o cidadão deve ter o direito de se manifestar sem o risco de ser punido por pensar diferente. A pluralidade de ideias é o que sustenta uma nação viva, crítica e justa. A ausência dela nos conduz a uma unanimidade forçada — e como já dizia Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra”.
Defender o livre arbítrio e a liberdade não é uma questão partidária. É uma causa humana. E enquanto houver voz, haverá resistência.
TMNews do Vale — compromisso com a verdade, com a liberdade e com o pensamento crítico.
(*) Professor e analista político


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