(*) Taciano Medrado
No palco iluminado das promessas, o Governo Lula 3 e sua eterna estrela verde, Marina Silva, discursaram como se fossem os guardiões da Amazônia, os cavaleiros sagrados do clima e os profetas da sustentabilidade. Mas, como sempre, o Brasil real insiste em contrariar o marketing oficial. Eis que 2025 já nos presenteia com mais de 34 mil queimadas, um recorde que faz corar de vergonha até os satélites da NASA.
Durante as campanhas eleitorais, o então candidato Lula e seus seguidores Lulopetistas — dentre esses a mais ferrenha pseudoambientalista Marina Silva, hoje ministra do Meio Ambiente — usaram e abusaram da estratégia de atacar e acusar o governo do presidente Jair Bolsonaro de não fazer nada com relação às queimadas em áreas de preservação ambiental.
Por ironia do destino e para queimar, literalmente, a própria língua grande, segundo informações do Brasil 61, o Brasil registrou mais de 34 mil queimadas entre 1º de janeiro e 14 de agosto de 2025. Em comparação com o mesmo período de 2024, os focos de incêndio detectados por satélite de referência no território do país diminuíram 58%. O levantamento, realizado pelo Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi atualizado nesta quinta-feira (14).
A análise evidencia que, entre os biomas do país, o Cerrado concentra 48,3% dos focos, seguido pela Amazônia (25,5%), Mata Atlântica (14,7%), Caatinga (9,7%), Pantanal (1,5%) e Pampa (0,4%). No recorte regional, o estado de Mato Grosso desponta com 5.070 queimadas, seguido por Tocantins (4.467), Maranhão (4.153), Bahia (3.193) e Pará (2.380).
Marina Silva, que há anos veste o figurino da “mãe protetora da floresta”, agora amarga o gosto amargo de ver sua própria narrativa virar cinzas – literalmente. A ministra do Meio Ambiente, que outrora se indignava com números bem menores, hoje prefere o silêncio cúmplice ou o já manjado discurso do “estamos tomando providências”. Providências que, no ritmo atual, só servem para produzir fumaça, e não resultados.
E Lula, o mestre em discursos inflamados (sem trocadilho), continua prometendo ao mundo que o Brasil é líder ambiental, enquanto aqui dentro o cheiro de mato queimado sufoca comunidades inteiras. A ironia é cruel: enquanto se vendem como a vanguarda do planeta verde, o país arde em chamas vermelhas.
No fim, a “língua queimada” de Marina é apenas o reflexo de um governo que não sabe se apaga incêndios ou se prefere acender a fogueira da incoerência. Afinal, como diz o ditado: quem tem língua comprida, um dia queima.
(*) Professor e analista político
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