O vexame histórico de levar oito gols em pleno Maracanã não é apenas um resultado esportivo — é uma humilhação coletiva, digna de figurar no Guia Ilustrado das Tragédias do Futebol Baiano. O torcedor do Vitória, que já é especialista em sofrimento, agora precisa lidar com a pergunta cruel do vizinho rubro-negro: “foi videogame no modo fácil ou jogo oficial mesmo?” Pois é, amigo: foi oficial, teve juiz, VAR e até súmula.
A manchete “goleada humilhante do Flamengo sobre o Vitória pelo placar de 8 x 0”, estampada nos principais jornais, blogs e mídias do país, veio acompanhada da notícia previsível: a diretoria demitiu o técnico Fábio Carille. O desligamento ocorreu pouco depois do vexame dessa segunda-feira (25), a tal “noite negra no Maracanã”, pela 21ª rodada do Brasileirão.
Carille deixa o clube após nove jogos (uma vitória, cinco empates e três derrotas), totalizando um aproveitamento de 29,6%. Estatística que, convenhamos, já dava sinais claros de que o Titanic estava afundando — mas a diretoria, otimista como sempre, preferiu esperar até o iceberg virar manchete.
E como manda o figurino da cartilha burocrática, veio a nota oficial, dessas que parecem escritas no Ctrl+C / Ctrl+V:
“O Esporte Clube Vitória anuncia a demissão do treinador Fábio Carille. Agradecemos pelo profissionalismo e desejamos sorte no prosseguimento da sua carreira. Rodrigo Chagas assume a equipe interinamente.”
Ou seja: nada de assumir erros, nada de autocrítica, nada de vergonha na cara. Só mais um comunicado insosso que tenta dourar a pílula de um fiasco que não tem maquiagem possível.
Mas a pergunta que realmente incomoda é: o problema estava mesmo no banco de reservas ou dentro das quatro linhas? Porque não existe gênio tático que resista a um elenco de “peladeiros profissionais”, que passeia em campo como se estivesse num baba de domingo em Itapuã. O treinador pode ter mil diplomas, mas não transforma perna-de-pau em craque.
A diretoria, como sempre, opta pelo atalho: demite o técnico, joga a bomba no colo do treinador e reza para que a torcida esqueça. Reformular o elenco? Exigir raça? Cobrar profissionalismo? Ah, isso dá trabalho demais. Melhor seguir o manual da covardia e fingir que trocar o comandante muda o destino do barco furado.
Enquanto isso, o torcedor continua olhando a tabela, com o Vitória na 17ª posição, afundado no Z4, e se perguntando se assistiu a um jogo profissional ou a uma encenação tragicômica de como ser goleado em rede nacional. Se a ideia era “fazer história”, parabéns: fizeram. Só esqueceram de avisar que seria como piada pronta.
Por fim , a pergunta que fica no ar é: Demitir o treinador, todos os “peladeiros” ou destituir a diretoria do clube?
(*) Professor, redator-chefe e amante do futebol arte
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