A linha tênue entre o excesso de poder e a tirania

 

(*) Taciano Medrado

A minha preocupação, e de mais 212 milhões de brasileiros (segundo estatística do IBGE de 2024), é uma só - Até quando um superpoder pode sofrer uma metamorfose e se transformar em uma tirania?

No Brasil de hoje, não precisamos mais temer tanques nas ruas — basta temer o próximo despacho de um magistrado da Suprema Corte. O que antes era símbolo de equilíbrio entre os poderes, agora se transformou num tribunal onde a Constituição é interpretada conforme o humor do dia e os inimigos do momento.

Quando um ministro decide, por conta própria, bloquear redes sociais, prender cidadãos sem julgamento, censurar veículos de imprensa e investigar parlamentares eleitos com base em conceitos subjetivos como “atos antidemocráticos” ou “Fake News”, estamos diante de algo muito maior do que um excesso. Estamos diante de um projeto de poder que dispensa o contraditório e despreza a divergência.

O problema não está apenas no STF. Está na complacência de quem deveria reagir. O Congresso, acuado, assiste calado. O Executivo, interessado na blindagem, aplaude. A imprensa tradicional, desde que poupada, finge normalidade. E o povo? Bem, o povo está dividido entre os que temem falar e os que fingem não ver.

Recentemente, vimos parlamentares eleitos sendo silenciados, perfis apagados, jornalistas censurados por simples críticas, e investigações secretas conduzidas à margem da lei. Alexandre de Moraes, presidente do TSE e ministro do STF, passou a concentrar poderes que nem mesmo a rainha da Inglaterra, se viva fosse, ousaria reivindicar em seu reinado: juiz, promotor, vítima e carrasco. Tudo ao mesmo tempo.

E tudo isso, claro, “em nome da democracia”. Uma democracia tão frágil que não resiste a uma piada no Twitter, mas robusta o suficiente para aguentar um inquérito sem fim, sem réu, sem acusação formal e sem contraditório.

É o paradoxo do autoritarismo moderno: fala a língua da democracia, mas age com os métodos da tirania.

O TMNews do Vale reafirma seu compromisso com a verdade, a liberdade de expressão e o direito do povo de criticar seus governantes — sejam eles togados, eleitos ou nomeados. Não há democracia quando a crítica é crime e o medo substitui o debate.

A história já nos mostrou onde termina esse caminho. E nós preferimos ser tachados de “inconvenientes” do que cúmplices do silêncio.

(*) Professor e analista político

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