Servidores e gerentes bancários integravam esquema de fraude do INSS

Agentes da PF cumpriram mandados de prisão em Búzios, Cabo Frio, São Gonçalo e Casimiro de Abreu • Divulgação/PF

Gerentes de bancos, servidores públicos e correspondentes bancários participaram de um esquema criminoso que desviou milhões dos cofres públicos por meio de fraudes nos Benefícios de Prestação Continuada (BPC/LOAS) do INSS, segundo a Polícia Federal.

“Trata-se de uma organização criminosa muito bem estruturada, que contava com a participação dos servidores públicos, gerentes e correspondentes bancários”, afirmou o delegado da Polícia Federal Adriano Espíndula Soares, chefe da Delegacia da PF em Macaé, responsável pela investigação.

Ele destacou que a liderança do grupo era exercida por um indivíduo conhecido como “Professor” ou “Rei do Benefício”, que treinava os demais membros para a prática dos crimes.

Durante o período de apuração de seis meses, o prejuízo identificado superou R$ 1,6 milhão. “Porém, a investigação vem revelando que isso pode chegar a mais de R$ 30 milhões”, alertou o delegado. Segundo ele, “aqueles que realmente precisam, em situação de vulnerabilidade, tiveram seus recursos comprometidos, além de sobrecarregar o sistema e prejudicar quem realmente necessita”.

O grupo utilizava a plataforma Meu INSS para manipular os requerimentos fraudulentos e contava com gerentes bancários que abriam contas para o saque dos benefícios irregulares, cobrando cerca de R$ 500 por cada conta aberta. Já os benefícios eram comercializados por valores em torno de R$ 2.500 ou mantidos pelo próprio grupo.

A investigação teve início a partir de um relatório do Núcleo Regional de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Rio de Janeiro, vinculado à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), que identificou os indícios das fraudes.O trabalho da Polícia Federal resultou na deflagração da Operação Fraus, realizada nesta quinta-feira (17), com o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Búzios, Cabo Frio, São Gonçalo e Casimiro de Abreu.

Os investigados poderão responder por estelionato previdenciário, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. “Portanto, eu peço que a população denuncie à Polícia Federal qualquer suspeita de fraude envolvendo o INSS ou qualquer outro tipo de irregularidade”, reforçou o delegado.

CNN Brasil

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