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(*) Taciano Medrado
Nas últimas décadas, a relação entre Brasil e Estados Unidos sempre oscilou entre a cordialidade diplomática e as tensões pragmáticas típicas de nações que caminham em direções políticas distintas. Mas, nos últimos tempos, o que se vê é uma degradação preocupante desse elo histórico.
A frase “E.U.A x Brasil – uma relação degringolada” resume com precisão o estágio atual de um relacionamento que já foi estratégico, mas agora é marcado por ruídos, desconfianças e sinais de distanciamento.
A degringolada.
Na quarta-feira (9/7), após uma série de ameaças, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que aplicaria tarifas de 50% sobre qualquer produto brasileiro exportado aos Estados Unidos. A medida, considerada por muitos analistas como um duro golpe ao comércio bilateral, pegou o governo brasileiro de surpresa e acendeu um alerta em setores importantes da economia nacional. O gesto hostil simboliza não apenas uma crise pontual, mas um abalo estrutural na confiança entre os dois países.
A recente reaproximação dos norte-americanos com interesses comerciais mais agressivos, somada à instabilidade política nos dois países, trouxe à tona divergências econômicas, ambientais e diplomáticas.
De um lado, a aproximação cada mais gritante do governo Lula 3 com o países ditos comunistas faz com que as relações entre os dois presidentes Lula e Trump fiquem cada vez mais estremecidas.
Por outro lado, Trump tenta pressionar o governo brasileiro quanto ao julgamento do ex-presidente Bolsonaro a quem se declara amigo pessoal e admirador. O ensaio de Trump usando o pretexto de um movimento mais protecionista, com ameaças tarifárias e críticas abertas às políticas e á suprema corte da justiça brasileiras pode ter efeitos colaterais danosos a ambos os países.
No campo simbólico, os gestos públicos também refletem o esfriamento. Falas atravessadas entre presidentes, ausência de encontros bilaterais efetivos e críticas indiretas em fóruns internacionais desenham o contorno de uma relação em declínio. A cordialidade protocolar não esconde o clima de desconforto mútuo, e o que deveria ser um canal de cooperação mútua está se tornando um palco de desconfiança.
Enquanto isso, setores produtivos e empresariais brasileiros assistem apreensivos. Uma crise tarifária entre Brasil e EUA, especialmente num momento de instabilidade geopolítica global, pode trazer impactos econômicos reais — da valorização do dólar à retração de investimentos diretos e afetar a vidas os brasileiros - o elo mais fraco..
Mais do que ideologias ou diferenças de estilos presidenciais, o que se exige é maturidade diplomática. O Brasil não pode se dar ao luxo de romper pontes estratégicas, tampouco se submeter a imposições unilaterais.
O diálogo respeitoso, firme e pragmático é o único caminho viável para recuperar o mínimo de equilíbrio nessa relação que, por enquanto, está longe de ser estável.
TMNEWS DO VALE
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(*) Professor e analista político
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