Alteração das regras de IOF. Qual é o valor do IOF? Como ele é calculado?

Foto BS2

O Supremo Tribunal Federal restabeleceu a alteração das regras para o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que foram definidas pelo Governo Federal. Esta decisão entra em vigor a partir de 17 de julho de 2025. Com isso, as alíquotas voltaram aos patamares anteriores.

O IOF é um imposto federal pago por pessoas físicas e jurídicas ao efetuarem operações de crédito, câmbio, seguro ou operações de títulos e valores mobiliários.

Veja abaixo como fica o IOF nas suas operações no Nubank, a partir desta nova decisão do STF:

Operações internacionais em cartão de crédito e Conta Global:

Compras e saques: 3,5%
• Compra de moeda estrangeira com a Conta Global: 3,5%

Crédito para empresas:

MEI

• Optante pelo Simples Nacional (empréstimos até R$30 mil): 0,00274%;
• Optante pelo Simples Nacional (empréstimos acima de R$30 mil): 0,0082%;
• Não optante pelo Simples Nacional: 0,0082%;

Não MEI

• Optante pelo Simples Nacional (empréstimos até R$30 mil): 0,00274%
• Optante pelo Simples Nacional (empréstimos acima R$30 mil): 0,0082%

• Demais PJs (regra geral): 0,0082%

• Para todos os casos acima, também há incidência de uma alíquota fixa de 0,38%

Entenda o que é o Imposto sobre Operações Financeiras, como saber o valor atual e como ele se relaciona com as suas compras nacionais e internacionais.

Provavelmente você já deve ter identificado no aplicativo do seu banco ou na fatura do cartão de crédito a sigla IOF. Ela aparece quando fazemos saques e compras no exterior, negociamos a fatura do cartão de crédito, resgatamos investimentos e em outras movimentações financeiras. Mas, afinal, qual é o valor do IOF?

A sigla IOF significa Imposto Sobre Operações Financeiras e, muitas vezes, ela é confundida de maneira equivocada com uma taxa de juros.

Entenda a seguir como descobrir o valor do IOF e como é calculado esse imposto.

O que é IOF e quanto é cobrado?

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é um imposto federal pago por pessoas físicas e jurídicas ao efetuarem operações de crédito, câmbio, seguro ou operações de títulos e valores mobiliários. Ou seja: fazer um empréstimo, comprar dólares para viajar, fazer saques com o cartão de crédito, resgatar algum investimento etc.

O valor do IOF cobrado varia conforme o tipo de operação financeira e o valor dessa operação. Explicaremos ao longo do conteúdo.

Esse imposto é uma grande fonte de arrecadação do Governo e usado como uma das formas de controlar a economia do país. Através dos dados coletados com as movimentações financeiras, é possível criar índices que funcionam como um “termômetro” da economia: quanto mais IOF arrecadado, mais operações financeiras ocorreram.

Nem sempre, no entanto, um maior índice de IOF significa economia em crescimento, pois ele inclui também outros tipos de movimentações, como a contratação de empréstimos.
Mudança no valor do IOF

Por conta de ajustes nas contas públicas que foram anunciados no dia 22 de maio de 2025 pelo Ministério da Fazenda, o IOF passou por um aumento de 3,38% para 3,5%. Com a validação dos decretos, que ocorreu no dia 16 de julho de 2025, essas mudanças seguem valendo e têm o objetivo de aumentar a receita da União.

Pela regra antiga, o IOF neste caso seria reduzido, ano a ano, até ser zerado em 2028. Essa redução gradual, que vigorava desde 2022, foi interrompida.

A alíquota para operações de empréstimo para pessoas físicas, cheque especial, crédito rotativo do cartão de crédito, investimentos, seguros de vida e bens, não sofreram alteração.

Por que apareceu "cobrança de IOF" na fatura do cartão de crédito?

É muito importante ressaltar que não existe cobrança de IOF nas compras do dia a dia feitas com o cartão de crédito – sejam elas parceladas ou não.

O IOF só aparece na sua fatura quando você realiza algum tipo de ação que é classificada como uma operação financeira.

No caso do cartão de crédito, dependendo do contrato, o IOF vai aparecer sempre que ocorrerem as seguintes situações:

> Atraso no pagamento da fatura – porque o valor acumulado se torna uma dívida e vai para a linha de crédito chamada de rotativo, o que é considerado uma operação financeira;
> Compras no exterior, inclusive pela internet, sobre as quais incidem também as taxas cambiais;
> Pagamento mínimo da fatura ou não pagar integralmente a fatura do cartão no período solicitado;
> Financiamento da fatura do cartão de crédito;
> Empréstimos por meio do cartão de crédito;
> Compras acima do limite do cartão;
> Saques no cartão de crédito, no Brasil e no exterior.

É importante lembrar que o IOF não é uma taxa de juros, mas sim um imposto obrigatório cobrado por operação financeira. Como ele incide em diversos tipos de dívidas (empréstimos, por exemplo), muitas pessoas confundem o IOF com as taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras. Mas lembre-se: o IOF e os juros são duas coisas diferentes.

Por exemplo: se você entrou no rotativo do cartão além dos juros cobrados pelo banco ou operadora, precisará pagar o IOF ao governo.

O valor do IOF aparece no extrato da sua fatura e não há como evitar nem negociar esse número. Pagar as contas em dia e controlar os gastos mensais é o melhor caminho para evitar o acúmulo de juros e a cobrança do IOF sobre as dívidas.

Qual o valor do IOF hoje?

IOF para empréstimo e financiamento 3,38%
IOF para cartão de crédito 3,5% em 2025
IOF para seguro até 25%
IOF para câmbio de moedas 3,5% sobre o total
Empréstimo para empresas optantes do Simples Nacional 1,95% ao ano

Previdência VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) Antes isento, agora há uma escala de cobrança: isenção para aportes de até R$ 300 mil ao ano (R$ 25 mil por mês) até o fim de 2025 e de aportes anuais de até R$ 600 mil (R$ 50 mil por mês) a partir de 2026. Acima deste valor, a cobrança será de 5%.

Além disso, a alíquota deste imposto varia de acordo com o tipo de operação realizada. Além das operações descritas na tabela acima, outra importante variação do IOF é a aplicada no resgate de investimentos feito em menos de 30 dias após a aplicação. Neste caso, o percentual pode chegar até 96% do rendimento, a depender do número de dias que tem a aplicação.

Cobrança também varia de acordo com a operação

Outro ponto importante é entender que a forma como o imposto é cobrado também varia de operação para operação.

Se você utiliza seu cartão no exterior o cálculo do IOF se baseia no valor da compra já convertido em reais, e não na moeda estrangeira.

Nas movimentações envolvendo empréstimos e financiamentos, sejam linhas de crédito pessoal ou para compras de bens, é cobrado o IOF sobre o valor cobrado no momento da contratação do serviço.

Já no cheque especial, uma das linhas de crédito mais caras do mercado, a taxa de juros sobre a dívida é atualizada todos os diase o IOF também é aplicado diariamente.

Os investimentos devem ser considerados caso a caso. Os CDBs, por exemplo, podem ser taxados, dependendo do caso. Em geral, se há movimentação do dinheiro investido antes de 30 dias de aplicação, há incidência de IOF.

Essa é uma maneira de o Governo desencorajar a retirada de dinheiro em períodos curtos de tempo, o que prejudica o sistema financeiro.

Como é feito o cálculo do IOF?

O cálculo do valor do IOF varia conforme cada operação - mas vamos tomar como exemplo os dois tipos mais corriqueiros: cheque especial e compras no exterior.

Cheque especial

Imagine que você tinha R$ 3 mil em sua conta no banco e gastou R$ 3,1 mil. Esse valor de R$ 100, o chamado saldo devedor, entra no cheque especial. A cobrança de IOF acontecerá todos os dias e será de 0,38% sobre esses R$100 da dívida.

Vale lembrar que o IOF é um imposto do Governo Federal, mas pode haver outras taxas do banco cobradas sobre o montante da dívida. Consulte o Custo Efetivo Total (CET) do crédito que você contratou para saber exatamente quais encargos e taxas estão incidindo sobre ele. Em geral, essa informação está disponível no contrato do empréstimo, da conta bancária e do seu cartão de crédito.

Compras no exterior

Quem usa o cartão de crédito para compras internacionais – inclusive as feitas online – paga um IOF de 3,5% sobre o valor dessas compras em real, conforme a mudança estabelecida em maio de 2025.

Já quem decide fazer aquisição de moeda em espécie - o chamado "dinheiro vivo" - paga um IOF menor, de 3,5%.

Mas isso não significa que é melhor comprar o dinheiro em espécie na hora de viajar - afinal, o principal problema de carregar dinheiro é o risco de perdas.

No caso de compras internacionais com o cartão de crédito, para fazer o cálculo do valor do IOF, primeiro é preciso saber qual a movimentação que você deseja fazer.

Por exemplo, suponha que você fez uma compra de R$ 1 mil no exterior com seu cartão de crédito. A alíquota será cobrada sobre o montante total da sua compra. Assim, o IOF a ser pago é de R$ 35,00, no caso da alíquota vigente em 2025, de 3,5%. Na sua fatura, deverá aparecer o valor de R$ 1.035,00.

De qualquer forma, vale lembrar que, além do IOF, quem for gastar fora do país precisa checar também as taxas cambiais na hora de decidir fazer suas compras.

A taxa de conversão cambial é usada para calcular o valor em real da moeda estrangeira. No caso do dinheiro vivo, é preciso saber qual é a taxa do dia na hora de comprar dólares, por exemplo.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

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