Subtítulo: Em Juazeiro, no aniversário de 147 anos, o que sobrou foi bajulação, discurso ensaiado e um teatro político digno de Oscar.
(*) Taciano Medrado
A cidade de Juazeiro, no norte da Bahia, completou 147 anos de emancipação política. Uma data que merecia reflexão crítica, celebração do povo e apresentação de soluções reais para os problemas históricos da cidade. Mas o que se viu foi um espetáculo grotesco de vaidades e encenações.
A visita do governador da Bahia, que trouxe simbolicamente a sede do governo para Juazeiro, e a chegada do presidente da República, o líder máximo do Lulopetismo, transformaram a cidade em um palco de bajulação explícita. As redes sociais foram tomadas por um puxa-saquismo politiqueiro de embrulhar o estômago — daqueles que fariam qualquer cidadão corar de vergonha.
A lógica é simples e vergonhosa: não é preciso resolver os problemas da cidade, basta montar um palanque, colocar um "pássaro do mal" pra fazer a festa do "pão & circo" e convocar meia dúzia de aliados sorridentes, distribuir abraços e promessas vagas. No lugar de ações concretas, elogios forçados. No lugar de crítica construtiva, palmas ensaiadas. E Juazeiro, mais uma vez, serviu apenas de cenário para o espetáculo do poder.
O puxa-saquismo político, além de enojar, é a arma dos incompetentes. É a tática de quem não entrega, mas grita. De quem não serve ao povo, mas serve ao líder da vez. Transformam mediocridade em feito heroico. E, claro, se alimentam da falsa sensação de importância.
Enquanto isso, o povo segue enfrentando os mesmos desafios de sempre: a cidade fede, a saúde precária, mobilidade caótica, abandono nos bairros, violência crescente e promessas não cumpridas. Mas quem se importa com isso, quando há selfies com autoridades e hashtags de “orgulho” patrocinadas?
A verdade é que o populismo de palanque e o puxa-saquismo de ocasião não constroem futuro. Apenas empurram o presente com a barriga e mantêm a incompetência no comando. E Juazeiro — essa cidade de gente forte e trabalhadora — não merece ser tratada como figurante de um teatro político de quinta categoria.
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(*) Professor e analista político
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