Foto reprodução (Adaptada)
Por: Taciano Medrado
Declaração antidemocrática
"Tivemos um presidente que sorria daqueles que estavam na pandemia sentindo falta de ar. Ele vai pagar essa conta dele e quem votou nele podia pagar também a conta. Fazia no pacote. Bota uma 'enchedeira'. Sabe o que é uma 'enchedeira'? Uma retroescavadeira. Bota e leva tudo para a vala", disse Jerônimo.
A declaração que repercutiu foi feita na sexta-feira (2), durante um discurso do governador na cidade de América Dourada, a cerca de 420 km da capital baiana. No momento, Jerônimo lembrava o cenário da pandemia de Covid-19, que provocou a morte de milhares de pessoas. O então presidente Jair Bolsonaro havia imitado pacientes que sofriam com falta de ar em duas ocasiões, em transmissões ao vivo na internet.
O vídeo com o discurso de Jerônimo chegou ao próprio Bolsonaro, que repudiou a atitude do petista. Em mensagem compartilhada nas redes sociais, o ex-presidente destacou que as palavras do governador não deveriam ser aceitas.
"Um discurso carregado de ódio, que em qualquer cenário civilizado deveria gerar repúdio imediato e ações institucionais firmes", defendeu o ex-chefe do Executivo nacional.
Outro crítico foi o deputado estadual Diego Castro (PL). O político, que faz oposição ao governo do estado na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), disse que apresentou uma denúncia formal contra o petista no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar argumentou que a fala de Jerônimo "ultrapassa os limites do discurso político e representa uma ameaça à integridade física de opositores".
O também deputado estadual Leandro de Jesus (PL) criticou a fala de Jerônimo e protocolou um pedido de impeachment do governador na Alba.
O edil também apresentou um pedido de Notícia de Fato do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e fez uma denúncia internacional na Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Um trecho do documento destaca que a conduta do governador Jerônimo configura crimes de responsabilidade, nos termos da Constituição do Estado da Bahia e da Lei n° 1.079/1950, que disciplina a responsabilidade de governadores por atos atentatórios à ordem constitucional e democrática.
“Tal manifestação do governador, revestida de nítido conteúdo simbólico e literal de incitação à violência, extrapola os limites da liberdade de expressão, configurando potencial estímulo à eliminação física de opositores políticos", opinou.
Em entrevista à TV Bahia, Leandro de Jesus disse que abriu um protocolo de habeas corpus coletivo no STF que tem o objetivo de resguardar a liberdade das pessoas que se identificam como apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e impedir possíveis perseguições a este grupo.
A deputada Ivana Bastos (PSD), presidente da Alba, disse para a equipe de reportagem da TV Bahia que recebeu o pedido de impeachment do governador e encaminhou para a Procuradoria da casa, que vai analisar a legalidade da solicitação.
(*) Professor e cidadão brasileiro
Não
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