Marta Suplicy faz o "L", de Lula, durante cerimônia de filiação ao PT (Partido dos Trabalhadores) nesta 6ª feira (2.fev.2024)...
O dirigente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), Valter Pomar, pediu neste sábado (3.fev.2024) a impugnação da filiação da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, ao partido.
Pomar
fundamentou seu pedido em declarações contrárias ao PT feitas por Suplicy nos
últimos 8 anos. Pomar havia se posicionado contra o retorno de Marta ao PT
desde os primeiros indícios de sua reaproximação.
Ela aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) para retornar ao partido e compor chapa com Guilherme
Boulos (Psol) na disputa pela prefeitura da capital paulista nas eleições
de 2024.
A
carta divulgada neste sábado (3.fev) apresenta 4 declarações de Marta depois de
sua saída do partido em 2015. Pomar enfatiza que falas públicas “são fatos
inquestionáveis, duros de explicar e de engolir”, entre elas, o apoio ao
impeachment de Dilma Rousseff, os escândalos de corrupção envolvendo o PT e os
votos no Senado a favor de políticas consideradas antipopulares.
“Reconhecemos
ser bastante positivo que, depois de anos contribuindo com a direita, Marta
Suplicy volte agora a contribuir com a esquerda e, inclusive, apoie a
candidatura Boulos em São Paulo. Mas, para contribuir com a candidatura Boulos,
inclusive como candidata à vice-prefeita, Marta não precisaria necessariamente
estar filiada ao PT”, escreveu Pomar.
“Aliás,
chega a ser desrespeitoso, depois de tudo o que aconteceu, sem que se faça um
mínimo balanço sobre o que ocorreu desde 2015, falar em voltar ao ‘aconchego’
do Partido”, continuou.
Durante
a cerimônia de filiação ao PT na 6ª feira (2.fev), a ex-prefeita de São Paulo
disse estar “emocionada” de retornar ao partido que é seu “aconchego” e sua
“raiz”. No evento, estiveram presentes o presidente Lula e a primeira-dama,
Janja da Silva. Ministros do governo, como Fernando Haddad (Fazenda) e Paulo
Teixeira (Desenvolvimento Agrário) também compareceram, assim como
representantes estaduais e municipais do PT.
O Poder360
lista abaixo 12 ocasiões em que Marta Suplicy criticou o PT ou petistas:
24.abr.2015 – disse que
o “PT traiu os brasileiros” com uma “avalanche de corrupção”;
28.abr.2015 –
na carta de desfiliação (leia mais abaixo), declarou não ter como
conviver com os “escândalos de corrupção” do partido;
17.jun.2015 – chamou Dilma de “Judas” ao falar sobre
as críticas da base petista ao então ministro da Fazenda, Joaquim Levy;
11.out.2015 – falou que
o impeachment de Dilma era “pelo Brasil”;
29.jan.2016 – defendeu o
impeachment de Dilma: “Não é golpe”;
25.abr.2016 – ironizou Dilma
ao elogiar Michel Temer (MDB): “Uma vantagem é que ele
conversa”;
7.mai.2016 – voltou a
defender o impeachment de Dilma e disse não ter “dor nem pena” de
votar contra a petista;
11.mai.2016 – disse haver “indícios
mais do que suficientes dos crimes de responsabilidade” de Dilma;
12.jul.2016 – chamou Haddad
de “pior prefeito que São Paulo já teve”;
28.jul.2016 – culpou Dilma
por cortes do governo federal na educação e na saúde;
9.ago.2018 – afirmou ter
feito “tudo certo” e que “faria tudo de novo” ao falar da
saída do PT e do voto pelo impeachment de Dilma;
23.jan.2023 – anunciou apoio à reeleição de Nunes e disse que impeachment de Dilma “não foi golpe“. Dias antes, em 13 de janeiro, o site do Planalto se referiu à saída de Dilma como “golpe de 2016”. Ainda em janeiro de 2023, Lula chamou Temer de “golpista” –o ex-presidente respondeu: “O país não foi vítima de golpe.
Marta
Suplicy deixou o PT em 2015, no auge da operação Lava Jato, depois de 33 anos
filiada à sigla. Ela, que ajudou a fundar o partido, disse em sua carta de
desfiliação que o PT era protagonista de um dos “maiores escândalos de
corrupção que a nação brasileira já experimentou”.
Na
época, o PT disse que recebeu a carta de desfiliação
com “indignação” e afirmou que o movimento de Suplicy era fruto de
sua “ambição eleitoral” e de um “personalismo desmedido”. Eis
a íntegra da nota de 2015 (PDF – 210 kB).
Depois
de deixar o PT, ela continuou suas críticas ao partido: chamou a ex- presidente Dilma
Rousseff (PT) de “Judas” e o ministro da Fazenda, Fernando
Haddad –que esteve em seu evento de filiação nesta 6ª feira de “pior prefeito
que São Paulo já teve”
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