Soldados norte coreanos prepara foguete para lançamento - foto captura de tela
A
Coreia do Norte realizou mais de 60 disparos de artilharia próximos da
fronteira marítima com a Coreia do Sul neste sábado (6), informou o Exército
sul-coreano. A ação ocorre um dia após a realização por Pyongyang de mais de
200 disparos semelhantes na mesma região, em momento de aumento de tensões
entre as duas Coreias. As informações são da Folha de São Paulo.
Os
disparos foram novamente feitos ao redor da ilha de Yeonpyeong, segundo o
Estado-maior conjunto da Coreia do Sul em comunicado. Seul "instou
energicamente" a Coreia do Norte a parar com atos que ameacem a paz na
península.
Os
projéteis caíram ao norte da Linha de Limite do Norte (NLL), a fronteira
marítima entre as duas Coreias, de acordo com a agência de notícias Yonhap,
citando o Estado-maior sul-coreano.
Ao
contrário das ações de sexta-feira, o Exército de Seul não planeja disparar no
mar em resposta à provocação da Coreia do Norte, informou a Yonhap.
Nesta
sexta, autoridades de Yeonpyeong e da ilha de Baengnyeong emitiram alertas para
que moradores buscassem abrigo em razão de uma "situação não
especificada".
O
Ministério da Defesa da Coreia do Sul não confirmou se a ordem para a retirada
dos moradores foi motivada pelos disparos do Norte ou pelos exercícios
militares que as forças de Seul realizaram em resposta.
Uma
mensagem de texto enviada à população das ilhas de Yeonpyeong e de Baengnyeong
mencionou que um "exercício de fogo naval" seria realizado por tropas
a partir das 15h no horário local (3h em Brasília) desta sexta. Detalhes das
atividades não foram divulgados.
Os
disparos da Coreia do Norte não causaram danos civis ou militares no Sul,
segundo um porta-voz do Exército sul-coreano. Ele advertiu, porém, para uma
piora na relação entre os países. "Este é um ato de provocação que aumenta
a tensão e ameaça a paz na península coreana", afirmou Lee Sung-joon, do
Estado-maior conjunto da Coreia do Sul.
Pyongyang
disse após os disparos de sexta que a operação foi uma resposta às ações
militares em larga escala do "gângster" sul-coreano, possível
referência ao presidente conservador Yoon Suk-yeol, que mantém postura
belicista em relação ao regime do Norte. Afirmou também que as ações não
tiveram impacto sobre a segurança das ilhas sul-coreanas, segundo a agência de
notícias estatal KCNA.
Yeonpyeong
abriga pouco mais de 2.000 moradores e está localizada a cerca de 120 km a
oeste de Seul. O local, acessado por balsas, também concentra tropas. Leif-Eric
Easley, professor de estudos internacionais na Universidade Ewha, na capital
sul-coreana, disse que os disparos do Norte como parte dos exercícios de
inverno não são incomuns.
"O
diferente este ano é que Kim Jong-un publicamente renunciou à reconciliação e
unificação com o Sul", afirmou ele à agência de notícias Reuters. O regime
comandado pelo ditador está mudando a forma como lida com a Coreia do Sul por
meio de mudanças na política e nas organizações governamentais que tratam o
vizinho efetivamente como um Estado separado e inimigo.
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