O treinador da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, e o coordenador técnico, Zagallo, durante apresentação da nova comissão técnica, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em 2003 / Crédito: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO/
O
ex-jogador e ex-técnico Mario Jorge Lobo Zagallo morreu aos 92 anos. A
informação foi publicada no começo da madrugada deste sábado (6) pelo perfil
oficial da lenda do futebol mundial.
“Um
pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso
e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de
grandes conquistas”, diz a nota.
“Agradecemos
a Deus pelo tempo que pudemos conviver com você e pedimos ao Pai que
encontremos conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que você nos
deixa”, prossegue.
Início
no futebol
Zagallo
nasceu na cidade de Atalaia, no estado de Alagoas, em 9 de agosto de 1931.
Ainda jovem, se mudou para o Rio e iniciou sua carreira como jogador nas
categorias de base do América Futebol Clube.
Em
1950, participou de sua primeira Copa do Mundo, mas ainda não como atleta. Na
época, aos 19 anos, fazia parte da Polícia do Exército.
Sabendo
de sua ligação com o futebol, o chefe do esquema de segurança da competição o
designou para trabalhar nas arquibancadas do estádio do Maracanã durante a
final, onde assistiu o Brasil ser derrotado pelo Uruguai.
Oito
anos mais tarde, a história foi diferente. Já sendo um dos destaques do Flamengo,
esteve relacionado na convocação para a Seleção Brasileira na campanha
vitoriosa da Taça Oswaldo da Cruz. Com o êxito, seguiu com o grupo para o
Mundial daquele ano, que foi disputado na Suécia.
Em
solo europeu, participou dos seis jogos da competição. Acabou sendo responsável
por um dos gols na final vencida pelos brasileiros por 5 a 2, contra os donos
da casa. Ali, conquistava sua primeira Copa. Na edição seguinte, em 1962, no
Chile, ganhou o bicampeonato mundial.
Ainda
com a amarelinha, foi vencedor da Taça do Atlântico (1960), da Taça Oswaldo
Cruz (1958, 1961 e 1962), da Taça Bernardo O’Higgins (1959 e 1961) e da Copa
Roca (1960 e 1963). Em 1964 resolveu se aposentar da Canarinho como atleta.
O Treinador
Mesmo
depois de pendurar as chuteiras, o Velho Lobo resolveu continuar no futebol. Em
1966, assumiu o comando do Botafogo. Na equipe, foi campeão da Campeonato
Carioca em 1967 e 1968, da Taça Rio nos mesmos anos, e do Campeonato Brasileiro
de 1968, à época chamado de Taça Brasil.
Antes
da Copa do Mundo de 1970, disputada no México, foi chamado para ser técnico da
Seleção, substituindo João Saldanha. O time era recheado de craques, como Pelé,
Rivelino, Gérson, Jairzinho, Clodoaldo e Tostão.
A
campanha brasileira foi espetacular: seis vitórias em seis jogos, 19 gols
marcados e apenas sete sofridos, coroando uma grande campanha para o
tricampeonato. Zagallo passou a ser a primeira pessoa na história a conquistar
um mundial como treinador e jogador.
Em
1974, não teve o mesmo êxito, mesmo mantendo algumas peças do tri. Acabou na
quarta colocação na Copa do Mundo da Alemanha.
Nos
anos 1970 ainda teve passagens vitoriosas como treinador do Flamengo, do
Fluminense, e do Al-Hilal, da Arábia Saudita. Nos anos 1980 comandou Vasco,
Seleção Saudita e Bangu.
Após
20 anos, Zagallo retornava para a maior competição de futebol. Mas, desta vez,
como coordenador técnico, na comissão de Carlos Alberto Parreira, na Copa do
Mundo dos Estados Unidos, em 1994.
Na
fase de grupos, a Seleção não perdeu, liderando o grupo B. Venceu a Rússia, por
2 a 0, e Camarões, por 3 a 0. Contra Suécia, empatou em 1 a 1.
Nas
oitavas de final, os brasileiros derrotaram os anfitriões por 1 a 0, com gol de
Bebeto. Nas quartas de final, superaram a Holanda por 3 a 2. Na semifinal, a
Seleção encontrou novamente a Suécia, mas dessa vez saiu com a vitória, por 1 a
0.
A
grande final foi contra a Itália, com um persistente empate por 0 a 0 no tempo
normal. Nas penalidades, o Brasil fez 3 a 2, interrompendo um jejum de 24 anos
sem a conquista da Copa. Foi o quarto título de Zagallo como membro da
delegação.
Após
a competição, com a saída de Parreira, o “Velho Lobo” foi escolhido para a
sucessão e voltou a comandar a Seleção Brasileira. Venceu a Copa Umbro, em
1995, e a Copa América e a Copa das Confederações em 1997.
Em
1998, Zagallo embarcava para seu terceiro mundial como técnico. Na primeira
fase, o Brasil terminou em primeiro no grupo A, com seis pontos, vencendo
duas seleções: a Escócia, por 2 a 1, e o Marrocos, por 3 a 0. E sofreu um
revés, contra a Noruega, por 2 a 1.
Nas
oitavas de final, goleou o Chile por 4 a 1, com gols de César Sampaio e Ronaldo
Fenômeno. Já nas quartas de final, venceu a Dinamarca, do lendário goleiro
Peter Schmeichel, por 3 a 2, em uma grande partida.
Na
semifinal teve a Holanda pela frente. No tempo normal, empatou por 1 a 1 com a
Laranja Mecânica. Nas penalidades, venceu por 4 a 2, contando com a genialidade
do goleiro Taffarel.
Mas
na final, contra a França, anfitriã do torneio, a história mudou. Marcada pelo
episódio de uma convulsão de Ronaldo Fenômeno antes da partida, a Seleção foi
completamente dominada e derrotada por 3 a 0.
O
pentacampeonato viria em 2002, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, que deixou
o cargo após a vitória.
Com
isso, foi aberto o caminho para o retorno da dupla vitoriosa em 1994: Parreira
e Zagallo, nas mesmas funções da época: técnico e coordenador técnico,
respectivamente.
No
período, foram campeões da Copa América, em 2004 e da Copa das Confederações,
em 2006. Mas o desfecho na Copa do Mundo viria mais cedo, nas quartas de final,
após derrota para a França.
Títulos
de Zagallo pela Seleção Brasileira
Como
jogador: Copa do Mundo (1958 e 1962); Taça do Atlântico (1960); Taça
Oswaldo Cruz (1958, 1961 e 1962); Taça Bernardo O’Higgins (1959 e 1961); Copa
Roca (1960 e 1963);
Como
técnico: Copa do Mundo (1970); Copa América (1997); Copa das Confederações
(1997); Copa Roca (1971); Taça Independência (1972); Copa Umbro (1995);
Pré-Olímpico (1996);
Como
coordenador técnico: Copa do Mundo (1994); Copa América (2004); e Copa das
Confederações (2005).
Fonte: CNN Brasil
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