OHA/GAZA
(Reuters) - Israel continuou com seus bombardeios na Faixa de Gaza neste
sábado, com a guerra contra o Hamas, que governa o enclave, aproximando-se dos
100 dias sem fim à vista.
Na
cidade de Rafah, no sul, um ataque aéreo israelense contra uma casa que
abrigava duas famílias deslocadas matou 10 pessoas, segundo o Ministério da
Saúde de Gaza.
Erguendo
a foto de uma garota morta segurando um pedaço de pão, Bassem Arafeh, um
parente, disse que as famílias em Rafah estavam jantando quando a casa foi
atingida na noite de sexta-feira.
"Esta
criança morreu com fome, enquanto comia um pedaço de pão sem nada, onde está o
Tribunal Penal Internacional para ver como as crianças morrem?", disse
Arafeh. "Onde estão os muçulmanos… e os líderes mundiais?"
Israel
afirma que visa militantes e faz tudo que pode para minimizar danos contra
não-combatentes, enquanto trava uma guerra urbana contra o Hamas no enclave
palestino densamente povoado.
Mas
a escala das mortes em Gaza e a terrível situação humanitária chocou a opinião
pública mundial e alimentou cobranças cada vez maiores por um cessar-fogo.
O
Exército israelense disse neste sábado que suas forças mataram vários
militantes na área sul de Khan Younis e na região central da Faixa de Gaza.
Disse que estava investigando o ataque que foi relatado em Rafah.
O
Hamas afirmou que seus soldados atiraram contra um helicóptero israelense em
Khan Younis, no sul de Gaza.
Israel
anunciou uma nova fase do combate, retirando algumas forças do norte de Gaza,
para onde haviam sido destacadas três semanas depois de militantes invadirem o
sul de Israel em 7 de outubro, dando início à guerra que completará 100 dias no
domingo.
O
porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf Al-Qidra, disse que os ataques
israelenses mataram 135 palestinos e feriram 312 nas últimas 24 horas. No
total, segundo ele, 23.843 palestinos, a maioria civis, foram mortos desde 7 de
outubro.
Israel
afirma que matou pelo menos 8.000 soldados até agora e que não tem escolha a
não ser encerrar o domínio do Hamas em Gaza, após os militantes, que juraram
destruir Israel, matarem 1.200 pessoas, a maioria civis, e tomarem 240 reféns.
Na
Cisjordânia, sob ocupação, onde a violência já estava crescendo antes do ataque
de 7 de outubro e se intensificou desde então, três palestinos armados com
facas, um rifle e um machado tentaram invadir um assentamento judeu e foram
mortos, disse o Exército israelense.
O
Ministério da Saúde palestino afirmou que os mortos tinham 15, 17 e 19 anos. Um
soldado israelense foi ferido em uma troca de tiros com os invasores quando
eles violaram a cerca externa do assentamento de Adora, perto da cidade
palestina de Hebron, disse Israel.
(Reportagem
adicional de Maayan Lubell em Jerusalém e Ali Sawafta em Ramallah)
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