Foto captura de tela
BEIRUTE
(Reuters) - Um ataque israelense matou um comandante da força de elite Radwan,
do Hezbollah, no sul do Líbano, nesta segunda-feira, disseram à Reuters fontes
de segurança familiarizadas com as operações do grupo no Líbano. As informações
são das repórteres Laila Bassam e Maya Gebeily.
Mais
de 130 combatentes do Hezbollah, incluindo membros da força Radwan, foram
mortos em hostilidades na fronteira entre Israel e Líbano desde que o Hamas
atacou Israel a partir de Gaza, em 7 de outubro, dando início a um conflito que
se espalhou pela região.
Wissam
al-Tawil, vice-líder de uma unidade Radwan, e outro combatente do Hezbollah
foram mortos quando o carro em que estavam foi atingido no vilarejo de Majdal
Selm, a cerca de 6 km da fronteira, segundo três fontes de segurança no Líbano.
Não houve comentário imediato de Israel.
Tawil
foi um dos comandantes mais graduados do Hezbollah a ser morto nas hostilidades
até o momento, de acordo com outra fonte no Líbano familiarizada com o assunto.
O
grupo circulou fotografias de Tawil com líderes do Hezbollah, incluindo o
secretário-geral Sayyed Hassan Nasrallah e Imad Mughniyeh, comandante militar
do grupo que foi morto na Síria em 2008.
Outra
foto mostrava-o sentado ao lado do falecido líder da Força Quds iraniana,
Qassem Soleimani, morto por um ataque de drone dos Estados Unidos em Bagdá há
quatro anos.
Uma
das fontes de segurança chamou a morte de Tawil de "um ataque muito
doloroso". Outra disse que "as coisas vão se inflamar agora".
O
Hezbollah diz que sua campanha tem como objetivo apoiar os palestinos na Faixa
de Gaza. As hostilidades entre o grupo e Israel foram em grande parte restritas
a áreas próximas à fronteira.
As
tensões aumentaram na semana passada, quando um ataque israelense matou o
vice-líder do Hamas, Saleh al-Arouri, nos subúrbios do sul de Beirute, uma área
controlada pelo Hezbollah. Israel não confirmou nem negou sua responsabilidade
por esse ataque.
No
sábado, o Hezbollah disse que havia atingido um importante posto de observação
israelense com 62 foguetes como uma "resposta preliminar" à morte de
Arouri.
Outros
membros da força Radwan mortos durante as hostilidades incluem Abbas Raad,
filho de um importante político do Hezbollah. Ele foi morto em um ataque
israelense em novembro.
O
secretário-geral do Hezbollah Nasrallah advertiu Israel em dois discursos televisionados
na semana passada para que não iniciasse uma guerra em grande escala no Líbano.
"Quem
quer que pense em guerra conosco - em uma palavra, ele se arrependerá",
disse Nasrallah.
No
domingo, o vice-líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo não quer
"iniciar uma guerra total, mas se Israel decidir travar uma guerra total
contra nós, então nós, em campo, responderemos com uma guerra total sem
hesitação e com tudo o que temos".
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