Michelle Bolsonaro
afirma que ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, só tem trabalho para
"amigues" Foto: @Partido Liberal via Youtube© Fornecido por
Estadão
A
ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou um ato do PL Mulher, no Rio de
Janeiro, para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Rosângela da
Silva, a Janja, e o ministro dos Direitos Humanos, Silvio
Almeida.
A
um público de políticos e simpatizantes, Michelle classificou a gestão de Lula,
neste sábado, 25, como “governo bárbaro”.
“Pai
da mentira, sim. Filhos adotivos da mentira”, disse Michelle, que preside o PL
Mulher, ao sustentar que a administração petista acabou com políticas de
respeito e valorização das pessoas com deficiência, incluindo cegos e com
doenças raras.
Vestida
com roupa branca e uma camiseta do PL Mulher, a ex-primeira-dama fez um
discurso contra a legalização do aborto e a descriminalização das drogas.
“Hoje, a gente sabe separar e a gente pode comparar um governo justo de um
governo ímpio. Olha, não foi por falta de aviso”, afirmou.
Michelle
criticou Lula e Janja pelas viagens internacionais e disse que, no governo de
Jair Bolsonaro, o marido e ela economizavam ao se hospedar em embaixadas, e não
em hotéis de luxo. “Não precisa ficar fazendo tour pela Europa, fazendo tour
pelo mundo. Fica mais um pouquinho no Brasil para ver a realidade do povo”,
disse.
“Eu
tenho essa vocação do voluntariado. Quem não tem, quem tem vocação para viajar,
que viaje, viaje, viaje, viaje... Faça álbum de fotos sentada em cima dos
móveis. Se eu sentasse, o mundo tinha acabado”, declarou Michelle, fazendo
referência a uma entrevista dada por Janja ao jornal O Globo, na qual ela
posou para fotos no Palácio da Alvorada.
Ao
atacar o ministro Silvio Almeida, Michelle afirmou que o chefe da pasta foi
condecorado um dia após a morte de um pai de família, numa alusão a Cleriston
Pereira da Cunha. Preso por participar dos atos golpistas de 8 de janeiro,
Cunha morreu no último dia 20.
“Para
mim é desumano porque é um ministro do ‘todes’, que só tem trabalho para os
‘amigues’ e os ‘bandides’”, ironizou a ex-primeira-dama, criticando a linguagem
neutra usada por apoiadores do governo Lula.
Bolsonaro
diz que quem decidiu eleição de 2022 ‘não foi o povo’
Diante
de uma plateia majoritariamente feminina, Michelle convidou mulheres a se
filiar ao partido e a se candidatar. O PL, partido de Bolsonaro, tentará eleger
o maior número de vereadoras e prefeitas em 2024, preparando o terreno para as
eleições presidenciais de 2026.
Com
o marido inelegível, a ex-primeira-dama é apontada como possível candidata da
direita à Presidência. Sob o argumento de que é “a pessoa mais perseguida do
Brasil”, Michelle disse querer liderar um “movimento feminino, e não
feminista”.
No fim do ato, Bolsonaro subiu ao palco e fez um rápido discurso.
Referindo-se aos adversários como “o lado do capeta”, o ex-presidente voltou a
questionar o resultado das eleições de 2022.
“Quem
decidiu não foi o povo. O povo não foi respeitado”, destacou Bolsonaro,
insinuando que houve interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no resultado das eleições, sem apresentar
qualquer prova. “Mas vamos considerar o ano passado uma página virada”, completou.
No palco estavam o governador do Rio, Claudio Castro (PL), parlamentares e
outros aliados da família Bolsonaro.
“Ninguém
entende o que aconteceu em outubro do ano passado. Se eu sou o ex mais querido
do Brasil, não sou ex por causa do povo. A grande maioria do povo está conosco.
Isso que aconteceu, dispenso palavras. Vocês bem sabem quem interferiu e quem
decidiu nas eleições. Repito, quem decidiu não foi o povo”, disse Bolsonaro.
O
ex-presidente também mencionou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
aprovada pelo Senado, que limita as decisões individuais de ministros de
tribunais superiores. O sinal verde dado à PEC abriu uma crise entre o Congresso e o
Supremo. “Os fatos dessa semana, ocorridos entre dois Poderes em
Brasília, bem demonstram o quão podre é este sistema, por quanto tempo esse
sistema dominou o nosso Brasil”, atacou.
Apesar
de insinuar fraude nas eleições, Bolsonaro admitiu, a certa altura do discurso,
que perdeu a disputa para Luiz Inácio Lula da Silva por falta de apoio do
eleitorado feminino. “Vocês, mulheres, são a força e são o poder. Era aquilo
que faltava para nós prosseguirmos nessa missão”, observou o ex-presidente. “A
dor é grande. Perder o jogo faz parte, mas, como esse jogo foi jogado, dói no
coração.”
fonte: Estadão
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