Foto reprodução - MST
João Paulo Rodrigues, coordenador do MST, disse que pautas essenciais para o movimento não estão sendo contempladas pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra pode promover novas “mobilizações” para “melhorar” a vida de seus integrantes, mas não como forma de “retaliação” ao governo.
“O
MST está preocupado com a situação do governo sobre os temas gerais, mais
especialmente sobre a reforma agrária. O recurso é muito pouco. Reconhecemos o
que o governo herdou do [ex-presidente Jair] Bolsonaro [PL], mas
um governo de 4 anos não pode levar 1 ano apanhando da máquina. É muito ruim”,
afirmou em entrevista ao jornal Correio Braziliense publicada nesta 2ª feira
(2.out.2023).
Segundo
ele, podem ocorrer mais “mobilizações”, mas não como forma de retaliação a Lula
e sua gestão. “As mobilizações que acontecerem não serão em função desse
atropelo do governo. São mobilizações da vida real, que a sociedade faz para
obter suas conquistas econômicas, para melhorar a vida do povo. Mas estamos
preocupados, sim, com o ritmo do governo. Estamos em outubro e não podemos
terminar o ano com um saldo muito baixo para a base dos movimentos no campo”,
disse.
Ele
pediu que o governo recomponha o orçamento do Incra (Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária) para que o movimento possa “avançar mais rápido no número de
assentamento e de regularização fundiária” em 2023.
CPI
DO MST
Rodrigues
disse que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a atuação do
grupo obrigou o MST a paralisar suas atividades. Segundo ele, o relatório final
classificou o movimento como uma “organização criminosa” – o documento foi
elaborado pelo relator, o deputado Ricardo
Salles (PL-SP), e não foi votado.
“CPI
é sempre ruim. Não existe CPI boa. Paralisou o governo, nos obrigou a nos
mobilizarmos e suspendermos nossas atividades. Não falo de ocupações, porque
isso é menor. Mas ter que ficar respondendo a uma CPI que nasceu com um
relatório pronto, que não mostrou a que veio e que provocou uma confusão
política no Congresso”, declarou. “Há quem ache que o MST saiu maior,
engrandecido. Eu prefiro o MST do mesmo tamanho”, completou.
O
parecer de Salles pedia o indiciamento de 11 pessoas, entre elas do
ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Gonçalves Dias, do
líder da FNL (Frente Nacional de Lutas no Campo e Cidade) José Rainha e de
assessores do deputado federal Valmir
Assunção (PT-BA). No texto, o deputado criticou e descartou a
necessidade da política de reforma agrária no país. Congressistas que apoiam o
MST apresentaram um voto em separado pela rejeição do relatório.
A
oposição perdeu maioria em manobra articulada por governistas e com a reforma
ministerial de agosto. Só conseguiu reverter parte das mudanças na composição
do colegiado. A comissão foi a mais ideológica e a que mais teve embates acalorados.
Apesar
de o relatório final não ter sido votado, integrantes da oposição afirmam que o
texto passaria com facilidade. Governistas negam. O Poder360 apurou
que o cenário provável seria de aprovação apertada ou empate, o que resultaria
na rejeição do texto.
Fonte: Poder 360
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