Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
“Se
por acaso as pessoas não estiverem em casa e não responderem ao censo, isso
pode gerar uma população abaixo do que a que realmente existe. E, com isso,
receber recursos menores e, assim, faltar políticas públicas”, avalia.
Para
o economista Fernando Dantas, a população é um critério extremamente relevante
levado em consideração para a partilha de recursos tributários definidos pela
Constituição Federal. “É importantissimo que os dados do censo sejam
periodicamente aferidos de maneira que essa partilha de recursos tributários
entre os entes da federação seja mais precisa e mais justa.” Ele ressalta que,
“quanto maior a população de um estado ou município maior será a participação
nos respectivos fundos, isso significa que estados e municípios com população
maior recebem uma fatia maior dos recursos disponibilizados pelo governo
federal”, reforça.
Em
2022, no Brasil, a população chegou a 203.062.512 — um aumento de 6,5%
frente ao censo demográfico de 2010. O resultado representa um crescimento de
12,3 milhões de pessoas no período. A taxa de crescimento anual da população do
país entre os últimos dois censos foi de 0,52%. A menor taxa desde o
primeiro censo do Brasil, em 1872. De acordo com o censo de 2022, o estado mais
populoso é São Paulo, com 44.420.459 pessoas, seguido por Minas Gerais com
20.538.718 e Rio de Janeiro: 16.054.524.
Os
números ainda são inferiores ao esperado. Dados divulgados pelo IBGE apontam
aproximadamente 4 milhões de habitantes a menos do que a projeção feita
anteriormente e 10 milhões abaixo do que a projeção publicada em 2021. Para a
Confederação Nacional de Municípios (CNM), os dados não representam com
fidedignidade a realidade do país e impacta diretamente nos recursos
transferidos aos entes locais — especialmente em relação ao Fundo de
Participação dos Municípios (FPM) e a diversos programas federais que
consideram o porte populacional.
Logo
após a divulgação do Censo pelo IBGE, a CNM se manifestou sobre esses dados e
fez um alerta sobre possíveis impactos para diversas localidades. Pela análise
da entidade, 770 municípios brasileiros vão perder verba federal. Nesse
contexto, aproximadamente 61% dos municípios dos estados do Amazonas e de
Rondônia perderam coeficientes, seguido dos municípios do Amapá (33%), do Pará
(33%) e de Alagoas (32%). Analisando dados por região, a CNM observou que 29%
dos municípios do Norte perderam coeficientes, enquanto o percentual para o
Nordeste é 18%; para o Centro Oeste e Sudeste, 11%; e para o Sul, 8%.
A
CNM apresentou proposta, sancionada e transformada na Lei Complementar
198/2023, para beneficiar imediatamente 1.019 cidades. O texto atenua as perdas
imediatas dos municípios que tiveram queda de coeficiente e repassa os ganhos
para aqueles que aumentaram de faixa populacional ainda em 2023, com a
obrigatoriedade de publicação de nova decisão do Tribunal de Contas da União em
dez dias. A entidade disse que vai atuar junto ao Congresso Nacional e ao
Executivo para que uma nova contagem populacional seja realizada já em 2025 a
fim de levantar dados efetivos e corrigir as distorções decorrentes do
levantamento.
Entramos
em contato com o IBGE, mas até o fechamento da matéria não tinha se pronunciado
sobre o caso.
Fonte: Brasil 61
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