Foto: R7
Comboio
de mercenários foi visto a 400 km da capital russa, e há relatos de confrontos
com militares no trajeto. Autoridades de Moscou criam pontos de controle e
barreiras com sacos de areia em vias de entrada.Os mercenários do grupo russo
Wagner, que se rebelaram contra a autoridade do presidente Vladimir Putin,
avançam neste sábado (24/06) através de uma rodovia em direção a Moscou, com o
objetivo declarado de deter o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, e
o ministro da Defesa, Sergey Shoigu – uma meta ambiciosa, cuja possibilidade de
execução ainda é uma incógnita.
A
rebelião armada começou no início da madrugada de sábado, com a tomada de partes
da cidade russa de Rostov-on-Don, localizada a cerca de cem quilômetros da
fronteira com a Ucrânia. É nessa cidade que fica o quartel-general russo que
supervisiona os combates contra as forças ucranianas.
De
Rostov-on-Don a Moscou, são cerca de 1.100 quilômetros pela rodovia M-4, que
está sendo utilizada pelo Wagner em seu deslocamento, cujo comboio inclui
veículos militares de transporte de pessoal e carretas transportando tanques.
Ao
longo do dia, veículos do grupo paramilitar alcançaram a cidade de Elets, a
cerca de 400 quilômetros da capital russa, segundo o jornal The New York Times.
Antes, houve registros de confrontos entre os mercenários e forças russas mais
ao sul, em Voronezh e em Pavlovsk, onde foi relatado confronto com um
helicóptero militar – o chefe do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, disse que a
aeronave foi derrubada.
O
governador da província russa de Lipetsk, que fica a 340 quilômetros de Moscou,
informou que mercenários do Grupo Wagner haviam alcançado a região. “O
equipamento [de guerra] do grupo Wagner está avançando no território da região
de Lipetsk”, disse o governador Igor Artamonov, em seu canal no Telegram.
Um
conhecido blogueiro russo sobre assuntos militares, Yevgeny Poddubny, relatou a
queda de um helicóptero russo Ka-52 na região de Voronezh, que teria matado
seus dois tripulantes, e postou fotos de destroços.
Outros
blogueiros sobre assuntos militares e veículos da mídia russa reportaram
diversos ataques de helicópteros contra o comboio do Wagner. Um blogueiro russo
popular, conhecido pelo codinome Fighterbomber, disse que os mercenários haviam
derrubados dois helicópteros Mi-8 e uma aeronave de comunicação II-18 também no
sábado. O governo russo não comentou as alegações, que não puderam ser
confirmadas de forma independente.
Uma
fonte próxima do comando da região de Donetks, sob controle russo, citada pela
agência de notícias Reuters sem ter seu nome revelado, disse que o comboio que
ruma para Moscou teria cerca de cinco mil homens, e outros cinco mil estariam
em Rostov-on-Dom. Segundo essa fonte, o grupo Wagner contaria hoje no total com
25 mil homens, e que o plano dos mercenários seria ocupar militarmente algumas
posições na capital russa.
Moscou
reforça segurança e declara feriado
As autoridades de Moscou deflagraram uma “operação antiterrorismo” na cidade, que amanheceu com locais turísticos fechados e policiamento reforçado. Veículos de mídia russos mostraram imag
ens de policiais armados nas entradas da cidade ao
sul.
A
agência de notícias Associated Press relatou também que foram estabelecidos
bloqueios, com barricadas de sacos de areia, no sul de Moscou, e que foram
abertas valas em trechos da rodovia que chega à capital russa pelo sul, com o
objetivo de atrapalhar o avanço dos mercenários.
O
prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que a situação era “difícil”, pediu
que as pessoas evitem viajar, declarou um feriado na segunda-feira para
“reduzir riscos” e proibiu grandes aglomerações externas e eventos em
instituições de educação até o próximo sábado.
Dúvidas
sobre chance de sucesso da rebelião
Anna
Matveeva, pesquisadora visitante sênior do Instituto sobre a Rússia do King's
College, em Londres, disse à agência de notícias Reuters que Prigozhin era uma
figura popular, cujos homens estavam bem equipados e treinados depois de terem
feito nos últimos meses o trabalho pesado da invasão russa na Ucrânia.
“Eles
são uma força a ser reconhecida”, disse Matveeva, acrescentando que o sucesso
ou fracasso de Wagner dependeria dos aliados que ele poderia encontrar dentro
das forças de segurança da Rússia.
Vladimir
Alekseyev, tenente-general do Exército russo, divulgou um vídeo exortando
Prigozhin a reconsiderar sua insubordinação. “Somente o presidente tem o
direito de nomear a liderança máxima liderança das forças armadas, e o senhor
está tentando usurpar sua autoridade”, disse.
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