Foto captura de tela - Morning Show
Falta pouco para o Palmeiras poder contar com seu próprio avião. Isso porque a aeronave já está no Brasil desde a noite dessa quarta-feira (7). Agora restam detalhes burocráticos para que ela receba permissão para voar e servir ao elenco em viagens nacionais e internacionais. A expectativa é de que ainda neste mês de junho ela já possa estrear como transporte palmeirense.
Por
volta das 22h de quarta-feira (7), o avião pousou no Aeroporto de Foz de
Iguaçu, no Paraná, onde aguarda a regularização da ANAC (Agência Nacional de
Aviação Civil) e de processos relacionado à importação. A chegada ao Brasil
acontece depois de um período de personalização em Portugal, onde ganhou as
cores azul e branca. As cores do clube foram evitadas, uma vez que o avião
poderá ser usado por outras agremiações.
Registrado sob a matrícula PS-LPM (LPM faz referência às iniciais do nome Leila Mejdalani Pereira), o avião de modelo E190 E-2 fabricado pela Embraer (antiga dona) pertence a uma das empresas de Leila, a Placar Linhas Aéreas S/A, na qual é sócia de seu marido José Roberto Lamacchia. O Verdão terá prioridade na utilização dos voos e bancará apenas os custos das viagens que fizer. No restante do tempo, outros clubes e empresas poderão pagar para usá-lo. O valor é estimado em 65 milhões de dólares (R$ 328 milhões).
A expectativa é de que o Palmeiras já possa usar a aeronave neste mês de junho, caso todos os trâmites burocráticos sejam resolvidos dentro do prazo planejado pelo clube. Com a personalização realizada no avião, foram retirados alguns assentos para que os jogadores tenham maior conforto no trajeto. Originalmente, ele comportaria 114 passageiros, algo que diminuirá com as modificações internas.
Em
contato com pessoas próximas à diretoria palmeirense, o LANCE! apurou
que o clube prevê uma economia "drástica" nos custos das viagens
fretadas que faz neste momento. Na visão dessas fontes ouvidas pela reportagem,
a novidade terá um impacto imediato nas finanças alviverdes, especialmente nas
viagens internacionais.
Histórico
da aeronave
Antes
de ser o "avião do Palmeiras", essa aeronave teve um histórico
interessante desde a sua produção, há quatro anos. Como dito acima, ela foi
produzida pela Embraer, em São José dos Campos-SP e tinha como destino uma
empresa chinesa de aviação chamada Fuzhou Airlines, mas com a crise que
passava na época, acabou desistindo de ficar com o modelo novo encomendado.
Na
sequência, a Embraer arrendou a aeronave para a empresa norueguesa Widerøe
entre junho e novembro de 2019. Na época, a linha aérea escandinava utilizava
esse avião para ser um suporte aos que já tinha voando. Assim, logo acabou
ficando sem uso por conta da demanda. Entre dezembro de 2019 e setembro de 2020,
ela ficou armazenada em Alverca-POR, em uma subsidiária da Embraer. Depois,
entre setembro de 2020 e dezembro de 2021, ficou estocada em Nashville-EUA.
O
avião retornou para São José dos Campos, sede da Embraer, para ter uma nova
função após essa sequência de arrendamentos e passou a ser uma aeronave de
demonstração e testes. Por esse motivo, no início de 2022, ela recebeu uma nova
pintura de Tubarão Tecnológico e passou a ter o seu número de registro 2-RLET.
A Embraer levou o avião para um evento aeronáutico em Singapura para
demonstrá-lo a possíveis clientes e chamar a atenção com sua peculiaridade. Foi
essa a última caracterização da aeronave antes de receber uma nova roupagem em
Portugal.
Com informações da revista Lance
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