Foto captura de tela / CBN
Copiando o ditador venezuelano, Nícolas Maduro, procurado pela intepol seguranças do Palácio do Planalto do governo Lula agrediram covardemente os jornalistas
que cobriam a reunião de líderes sul-americanos em Brasília durante uma entrevista coletiva improvisada do ditador
da Venezuela, Nicolás Maduro. As informações são do Estadão.
Ainda segundo o Estadão, o líder do país caribenho foi o último chefe estrangeiro a deixar o Itamaraty, na
noite desta terça (30), e parou para fazer declarações à imprensa, quando
dezenas de jornalistas se aproximaram para ouvi-lo. Ao deixar o local, ele
seguiu respondendo a perguntas, momento em que as agressões começaram a
ocorrer.
Ao
menos três jornalistas relataram agressões. Uma repórter de TV afirmou ter
recebido um soco. Outro repórter foi arrastado pela roupa e depois imobilizado;
e uma terceira disse ter sido empurrada por um dos seguranças. Pouco depois do
ocorrido, o Itamaraty lamentou o episódio. "O Ministério das Relações
Exteriores lamenta o incidente no qual houve agressão a profissionais de
imprensa, ao final da reunião de presidentes da América do Sul. Providências
serão tomadas para apurar responsabilidades."
Maduro
participou do encontro entre líderes da América do Sul, evento realizado no
Palácio do Itamaraty e promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT). O objetivo do encontro era relançar um mecanismo de integração na região.
Além do venezuelano, estiveram os presidentes Alberto Fernández (Argentina),
Luís Arce (Bolívia), Gabriel Boric (Chile), Gustavo Petro (Colômbia), Guillermo
Lasso (Equador), Irfaan Ali (Guiana), Mário Abdo Benítez (Paraguai), Chan
Santokhi (Suriname) e Luís Lacalle Pou (Uruguai).
Não
houve incidentes na saída desses líderes da sede da chancelaria --a maioria
optou por não falar. As agressões foram repudiadas pela ABERT (Associação
Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). "Após a reunião com
presidentes da América do Sul, seguranças empurraram e agrediram os repórteres
que tentaram se aproximar de Maduro. Tais ações violentas provocaram a
indignação dos profissionais presentes. Houve um princípio de tumulto",
afirma o texto da nota da entidade.
"É
injustificável e inaceitável que em um governo democrático como no Brasil,
seguranças agridam a imprensa, a exemplo do que habitualmente acontece na
Venezuela. A ABERT reafirma a defesa intransigente da liberdade de expressão e
do direito à livre informação e pede às autoridades brasileiras uma rigorosa
apuração do caso e punição dos agressores", completa a nota.
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