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Setores como o de Saúde, Educação, Agroindústria, Transporte de Carga e Entidades de Benefícios Sociais devem ter alíquotas diferenciadas, a partir de um novo modelo de arrecadação de impostos, previsto na Reforma Tributária. A projeção foi defendida pelo coordenador do Grupo de Trabalho da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (PT-MG).
O
formato foi bem visto pelo economista e tributarista, Luiz Carlos Hauly, um dos
idealizadores da PEC 110/2019, que prevê novas regras para cobrança de impostos
no Brasil. Na avaliação dele, a criação de um novo Imposto de Valor Agregado
(IVA) permitirá a instituição de mecanismos para que sistemas de educação e
saúde, por exemplo, tenham uma alíquota menor, em função da essencialidade
dessas atividades.
“Na
medida em que você tem saúde privada e educação privada, está aliviando o gasto
público. Por isso que é de entendimento nacional e dos que estão coordenando a
Reforma Tributária, que esses dois setores deverão ter uma alíquota
diferenciada, exatamente para diminuir os custos dessas atividades e não onerar
com a saída do plano de saúde privado, indo para o SUS, e nem dos alunos da
escola privada, voltando para a educação pública”, destaca.
Segundo
o advogado tributarista Jorge Lucas de Oliveira, “é importante, ao menos
em caráter emergencial, conferir um tratamento diferenciado no que diz respeito
à tributação de tudo que for ligado à saúde”.
O
advogado ressalta, ainda, que, enquanto o governo não concretizar a
proposta de criar um complexo industrial para reduzir a dependência de insumos
estrangeiros, todas as medidas tomadas na área de saúde serão apenas
paliativas.
Reforma
Tributária
Atualmente,
no Congresso Nacional, existem propostas mais maduras que visam reformar o
sistema tributário brasileiro. Uma delas é a PEC 45/2019, originada na Câmara
dos Deputados. A medida tem como objetivo a substituição de cinco impostos -
PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS - por um único Imposto sobre Bens e Serviços
(IBS).
A
outra matéria é a PEC 110/2019, em andamento no Senado Federal, que busca
eliminar nove tributos: sete federais - IPI, IOF, PIS/Pasep, Cofins,
Salário-Educação e CIDE Combustíveis; o ICMS estadual; e o Imposto sobre
Serviços (ISS) municipal. O texto prevê a substituição desses tributos por dois
novos impostos: um Imposto Sobre o Valor Agregado de Bens e Serviços e outro
Imposto Seletivo voltado para atividades específicas, em substituição ao IPI.
Simone
Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, acredita que o atual
modelo de cobrança de impostos é complexo e gera insegurança. Por isso, ela
defende novas regras e acredita que o Congresso Nacional tem capacidade de
iniciar e encerrar qualquer debate sobre o assunto.
Fonte: Brasil 61
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