foto divulgação
O
ministro do Superior Tribunal de Justiça Og Fernandes prorrogou por mais
um ano o afastamento cautelar da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli
Azevedo, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
Ela
foi incluída em investigação que apura os crimes de corrupção, lavagem de
dinheiro, formação de organização criminosa e venda de sentenças relacionadas a
grilagem e disputa de terras no Oeste da Bahia.
A
desembargadora está afastada desde 2020. Para o relator da ação penal, ainda
persistem as razões que motivaram a suspensão do exercício do cargo — em
especial, a necessidade de preservar a dignidade da Justiça.
"Trata-se
de feito complexo, com inúmeros incidentes processuais, sendo graves as
acusações que pesam contra a desembargadora, seu filho advogado e demais
integrantes da suposta organização criminosa. E mais, todos os denunciados
confessaram seus crimes ao pactuarem acordo de colaboração premiada."
Na
decisão, Og Fernandes citou que, apenas em relação aos fatos ocorridos entre
2017 e 2020, os valores apurados com as atividades ilícitas teriam chegado a R$
4 milhões, e ainda há outras investigações em curso no STJ, as quais podem
gerar novas ações penais.
"Não
é recomendável, assim, permitir que a denunciada reassuma suas atividades, na
medida em que os crimes a ela imputados foram praticados, em tese, no
desempenho abusivo da função. São delitos que trazem efeito deletério à
reputação, à imagem e à credibilidade do Poder Judiciário baiano", concluiu
o ministro ao prorrogar o afastamento.
A decisão do relator ainda precisa ser referendada pela Corte Especial do STJ. A análise do recebimento da denúncia do Ministério Público nesse caso está pautada para a próxima sessão da Corte Especial, em 19 de abril.
Texto da Revista Consultor Jurídico com informações da assessoria de imprensa do STJ.
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