O
Transtorno do Espectro Autismo (TEA) se refere a uma série de condições
caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na
comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades
que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva.
Paulo
Lobão, neuropediatra, explica que os sinais para a identificação do autismo são
diversos, mas entre eles estão:
Dificuldade
na comunicação verbal e não verbal;
Dificuldade
em estabelecer contato visual;
Repetição
de movimentos ou palavras;
Resistência
às mudanças na rotina;
Interesse
restrito em atividades ou assuntos específicos.
O
neuropediatra explica que de acordo com o que a pessoa necessita, o TEA é
classificado em 3 níveis de suporte, 1,2 e 3. “Não existe autismo leve,
moderado ou grave, mas de certa forma associa-se 1 ao leve, 2 ao moderado e 3
ao grave. Mas a gente classifica esse nível de suporte tanto para a comunicação
e interação social, quanto para os comportamentos de interesse restritos e
repetitivos”, completa.
O
especialista esclarece que essas duas áreas são classificadas com os níveis de
1 a 3, mas que não necessariamente a pessoa que é nível 2 em uma delas também
tem o mesmo nível na outra. Os níveis podem ser diferentes em cada uma das
categorias.
O
Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, 2 de abril, foi criado pela
Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. A data foi instituída no Brasil
pela Lei 13.652/2018. A ideia é promover conhecimento sobre o espectro autista,
bem como sobre as necessidades e os direitos das pessoas autistas.
Thiago
Araújo, de 31 anos, é músico, morador de São Paulo e pai do Benjamin, de 7
anos. Ele conta que ele e a esposa começaram a desconfiar do autismo do filho
desde bebê. Enquanto era amamentado, Benjamin não correspondia ao contato
visual.
“Depois
outros sinais começaram a aparecer, por exemplo, andar na pontinha do pé, girar
no mesmo lugar, ele balançava também as mãozinhas e depois na escola com 1 ano
e meio, nós começamos perceber também o não entrosamento com as outras crianças
e também o fato de não desenvolver a fala”, conta Thiago.
Após
perceberem os sinais, optaram por procurar ajuda profissional. “Hoje o Benjamin
faz todo o acompanhamento, todas as terapias, todas as especialidades no
Instituto Jô Clemente (IJC), que fica em São Paulo. Então, de segunda a sexta
das 8 horas ao meio dia, ele faz todo o acompanhamento em clínica, onde tem
todas as especialidades que ele precisa”.
Tratamento
Marina
Rodrigues Alves, supervisora de Neurodesenvolvimento Infantil do IJC, informa
que o tratamento mais indicado para o Transtorno do Espectro Autista é o
acompanhamento interdisciplinar. A criança tem que ter um acompanhamento médico
e da equipe multidisciplinar, com psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.
Segundo
a supervisora, a intervenção mais indicada é a Análise do Comportamento
Aplicada (ABA), que é uma intervenção intensificada desses profissionais para
que eles possam estimular e promover autonomia e funcionalidade nas atividades
básicas diárias.
Causas
Ainda
não se sabe ao certo o que causa o TEA, mas pesquisas sugerem que é uma
combinação de fatores genéticos e ambientais. Algumas apontam que mutações
genéticas podem aumentar o risco de desenvolver o transtorno, enquanto outros
estudos indicam que fatores ambientais, como a exposição a certos produtos
químicos ou infecções durante a gravidez, também podem contribuir.
Fonte: Brasil 61
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