No
final de novembro de 2008, Santa Catarina passou pela maior tragédia
climática da história do estado. Fortes chuvas afetaram mais de 1,5 milhão
de moradores em cerca de 60 municípios catarinenses, causando a morte de 135
pessoas.
No
mesmo período, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tirava férias em
Fernando de Noronha, em Pernambuco, acompanhado de filhos, netos e da
primeira-dama Marisa Letícia. Lula foi duramente criticado pela
demora em visitar a região afetada enquanto passeava por Noronha.
À
época, o ex-presidente chegou a dizer que se tratava da “maior
catástrofe da história de Santa Catarina”. Ainda assim, o que ficou
marcado foi a demora de um posicionamento do petista. As chuvas que causaram
diversas inundações no estado catarinense tiveram início na madrugada do dia 22
de novembro, e Lula somente sobrevoou as regiões afetadas no dia 26,
quando a situação já tinha se agravado.
Como
resposta, o ex-presidente assinou uma Medida Provisória (MP) destinando R$ 1,6
bilhão para enfrentar situações de calamidade no verão, não só em Santa
Catarina, mas também em outros estados do Sul e do Sudeste atingidos por chuvas
e nos estados do Nordeste afetados pela seca.
Em
2015 o país se viu diante de outra grande tragédia ambiental, dessa vez provocada pelo
rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). No dia 5 de novembro, o
rompimento causou a morte de 19 pessoas e um grande mar de lama que
devastou o Rio Doce, destruiu centenas de casas e causou um intenso
impacto ambiental na região.
A
então
presidente da República, Dilma Rousseff (PT), apenas
visitou os locais afetados uma semana depois, no dia 12 de novembro. No
dia da tragédia, Dilma estava em Alagoas participando do evento de inauguração
de um trecho do Canal do Sertão. A demora foi criticada por representantes
de órgãos federais e da sociedade civil.
No
sobrevoo ao local uma semana mais tarde, Dilma estava acompanhada da ministra
do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que também estava indo à região
pela primeira vez. No dia da visita, a ex-presidente chegou a afirmar que
ia ao local “para fazer, não só para visitar”.
Diante
das críticas, Dilma rebateu que preferiu ter todas as avaliações preliminares
em mãos para depois começar a discutir com as medidas cabíveis com a
empresa. A então presidente também alegou que o ministro da Integração
Nacional, Gilberto Occhi, visitou a região afetada pelo mar de lama no dia
seguinte à tragédia.
Fonte: CNN (clique aqui)
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