O senador Sergio Moro (União-PR) conseguiu as assinaturas
para pedir o desarquivamento da proposta que trata de prisão em segunda
instância. As informações são de Thiago Resende/FolhaPress.
Em
2019, por 6 votos a 5, o STF (Supremo Tribunal Federal) voltou a barrar a
prisão de condenados logo após a segunda instância, instrumento defendido pelo
ex-ministro da Justiça. A decisão permitiu a soltura do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT).
A
proposta de alterar o Código de Processo Penal para disciplinar a prisão após
condenação em segunda instância foi desmembrada do pacote anticrime que Moro
apresentou quando era ministro de Jair Bolsonaro (PL).
Como
informou a coluna Painel na semana passada, Moro apresentou um requerimento
para desarquivar o projeto.
Todas
as propostas não apreciadas são arquivadas de uma legislatura para outra. Para
destravar o projeto, Moro conseguiu o apoio de 27 senadores --primeira vitória
política do senador.
Agora,
o requerimento de desarquivamento precisa ser votado pelo plenário do Senado,
onde precisa de maioria simples.
O
projeto chegou a ser aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do
Senado no fim de 2019 e aguardava para ser votado no plenário da Casa.
"Agora
temos um desafio maior, que é levar o Projeto de Lei ao Plenário e ter
aprovação. Mas é preciso estudar o melhor momento político para isso",
afirmou Moro.
Na
Câmara foi criada uma comissão especial para debater o assunto, mas o relatório
final também não chegou ao plenário.
Recém-empossado
deputado federal, o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (PR) também tem
feito movimentos na Câmara para destravar esse tema na Casa.
Ele
apresentou um pedido para a criação de uma comissão para discutir a prisão após
condenação em segunda instância.
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