OPINIÃO: Alckmin um "estranho no ninho" dos Lulapetistas

Foto da equipe de transição o governo Lulapetista - Foto: André Borges/Estadão Foto: André Borges

(-) Taciano Gustavo Medrado Sobrinho

Depois de passar décadas batendo forte no PT com críticas ferrenhas aos governos Lulapetistas e Dilmista, o Ex-governador de São Paulo agora se vê em uma situação nada confortável.

Governador de São Paulo por quatro mandatos, Alckmin tentou por duas vezes se tornar presidente do país, mas nunca teve sucesso. E a última foi acachapante. Em 2006, na primeira derrota, ele chegou a ir para o segundo turno, mas perdeu para o Lulapetista a que sempre foi um ferrenho opositor e crítico.

Em 2014, reelegeu-se também as governadoras no primeiro turno, mas renunciou em abril de 2018 para disputar a eleição presidencial daquele ano, em que concorreu novamente à presidência da República e logrou a quarta colocação, com 4,7% dos votos válidos. Agora em 2022, deixou as fronteiras do PSDB e filiou-se ao PSB para concorrer a vice-presidente da República na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 3 de novembro de 2022 foi nomeado para chefiar a transição de governo do governo Lulapetista.

Meses antes de iniciarem, as eleições de 2022, ainda na pré-campanha, Alckmin foi o autor de uma célebre frase sobre Lula: “Ele quer voltar a cena do crime”, fazendo referência aos escândalos da lava jato que levou o petista a amargar 580 dias de prisão na carceragem da sede da Polícia Federal em Curitiba.

Parece que ele não só predestinou o fato como fez questão de estar junto com o Lulapetista de volta à cena do crime quando se propôs a unir forças e compor chapa majoritária com o petista.

Quem tem acompanhado de perto as reuniões do PT e recentemente da equipe de transição percebi nitidamente como a “cúpula” petista olha para o recém-chegado “aliado” Alckmin, com desconfiança. Afinal de contas uma das características intrínseca a um Lulapetista é o revanchismo e capacidade de armazenar na memória permanente tudo e todos aqueles que no passado fizeram ou praticaram contra eles, a exemplo de Alckmin.  

Para quem já foi vítima de ex-aliados como Michel Temer que puxou o tapete de Dilma e assumiu a presidência em um ato considerado de “golpista” pelo próprio Lulapetista, tem que dormir com um olho fechado e o outro vigiando.

Esperemos para ver até onde vai esse “casamento”, Alckmin – PT, se de um jovem casal inexperiente ou de um veterano.

(-) Professor, Engenheiro, administrador, Matemático e psicopedagogo

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