Foto divulgação
Da Redação
Não obstante a ministra Maria Claudia Bucchianeri, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinar na ultima terça-feira (23) que o PT removesse o vídeo publicado nas redes sociais da CUT (Central Única dos Trabalhadores) que associa o presidente Jair Bolsonaro (PL) a mortes durante a pandemia da Covid-19.
Segundo a Folha de São Paulo, o PT descumpriu a decisão judicial na manhã desta quarta (24), quando compartilhou as mesmas imagens e pediu, em tom de ironia, que o vídeo "proibido" não fosse divulgado.
Para quem se arvora respeitar as leis e a constituição e fala em respeito a democracia, parece que os Lulapetistas só ficam na teoria, pois na prática as ações são contrárias do que pregam. Afinal, para eles (os lulapetistas) tudo pode, mas quando é com os outros fazem um verdadeiro estardalhaço. Para alguns estudiosos da área isso se chama hipocrisia..
Com
o título "O MESSIAS DO APOCALIPSE", a peça publicada originalmente no
canal do YouTube da CUT apresenta imagens de hospitais e cemitérios, além de
declarações de Bolsonaro minimizando impactos do novo coronavírus. "Em
breve fora do Palácio", afirma uma legenda que encerra as imagens.
A
relatora do caso atendeu na terça-feira a um pedido da coligação do PL e
apontou possível propaganda eleitoral irregular, porque, segundo Bucchianeri, é
vedada a divulgação de material que "contém conteúdo eleitoral" em
canais de pessoas jurídicas nas mídias sociais.
A
decisão da ministra atinge apenas as imagens divulgadas nos canais da CUT, ou
seja, não impede o PT de republicar o vídeo.
"Como
se sabe, a CUT é uma entidade associativa de representação sindical, voltada à
defesa dos trabalhadores, e a sua natureza é de pessoa jurídica sem fins
lucrativos", afirmou a ministra.
Assim,
é necessário reconhecer o seu impedimento legal na promoção de qualquer tipo de
propaganda eleitoral na internet, considerando-se, inclusive, a possível
ilegalidade com o dispêndio de recursos financeiros para produção de material
publicitário direcionado a campanha política."
Em
junho, a CUT afirmou que "não fez, não faz e não vai fazer propaganda
político partidária", em resposta a notícias sobre a existência das
chamadas "brigadas digitais" da entidade. A ministra concedeu liminar
(decisão urgente e provisória) determinando ao YouTube a remoção do vídeo em
até 24 horas.
Na
ação apresentada ao TSE, a coligação de Bolsonaro afirma que o vídeo
"imputa ao presidente da República a responsabilidade pelas mortes de
brasileiros pela Covid-19 e a prática dos atos com a intenção de 'acabar com
brasileiros"'.
Bolsonaro é um vetor de desinformação sobre os cuidados contra a Covid-19, além de ter desestimulado o uso de vacinas e investido na produção e na compra de medicamentos sem eficácia para a pandemia.
A campanha do atual chefe do Executivo também pede multa à CUT por propaganda irregular. Bucchianeri considerou que o vídeo tem "clara conotação eleitoral e faz alusão ao processo eleitoral que se avizinha.
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