ELEIÇÕES 2022: Governador de São Paulo João Doria (PSDB) confirma candidatura a presidente da republica e data da desincompatibilização.

Foto reprodução

O governador de São Paulo João Doria (PSDB) confirmou que será candidato a presidente da República. Ele anunciou que deixará o cargo no próximo sábado (2.abr.2022), e que será uma “alternativa para o Brasil”.

Deu as declarações nesta 5ª feira (31.mar.2022), em entrevista no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O tucano participou do 4º Seminário Municipalista, que encerrou a 64ª edição do Congresso Estadual de Municípios.

Em aceno ao vice, Rodrigo Garcia, Doria disse que São Paulo teve “2 governadores”. Afirmou que Garcia cumpriu o papel de um governo que administrou a função pública com o mesmo, ritmo, comportamento e postura de uma empresa privada. “Rodrigo foi o nosso CEO, como dizem os americanos”, declarou.

Participaram do evento a mulher do governador, Bia Doria, e líderes tucanos: o vice-governador Rodrigo Garcia, o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), deputado Carlão Pignatari, e o Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Antonio Rueda, vice-presidente do União Brasil, e o deputado Baleia Rossi (SP), presidente do MDB, também estiveram no local. 

Vinholi introduziu Doria no evento como “o próximo presidente da República”, e convidou o público para uma salva de palmas em pé. Pignatari disse que Doria foi “o maior governador de todos os tempos em São Paulo”. Citou o trabalho em prol da vacina contra a covid-19, e a agenda de reformas no Estado. “O povo brasileiro precisa de João Doria”, declarou.

O evento exibiu um vídeo sobre o começo da pandemia e as ações do governo paulista contra a covid, com foco na vacinação. Doria aparece nas imagens anunciando os imunizantes, e durante a aplicação da dose na enfermeira Mônica Calazans, 1ª pessoa vacinada no país. Garcia também aparece na peça, anunciando investimentos.

Recuo

Doria recuou da desistência de sua pré-candidatura à Presidência. Ele continuará como o nome tucano à disputa presidencial e deixará o governo do Estado.

Mais cedo, aliados de Doria e do vice, Rodrigo Garcia (PSDB), diziam que o governador não seria mais candidato a presidente e ficaria no governo até o fim do mandato. Depois, aliados de Eduardo Leite (PSDB) desconfiaram dos movimentos de Doria e viram pressão por apoio.

Depois do anúncio de desistência, na manhã desta 5ª feira (31.mar), Doria conseguiu várias manifestações públicas de apoio e isso amarra —embora não garanta— que a convenção do PSDB referende no meio do ano seu nome para a corrida ao Planalto.

Doria venceu as prévias no fim do ano passado, mas não conseguiu diminuir a resistência de caciques do partido ao seu nome. Somado a isso, manteve a intenção de votos na casa dos 2%.

O grupo de Garcia, pressionou pela saída de Doria do governo. Deputados estaduais ligados ao vice ameaçam impeachment. A avaliação é de que Como governador, o vice teria a mídia espontânea do cargo e possibilidade de negociar com a caneta na mão. Além disso, ele teria dificuldade em se distanciar dos índices de rejeição de Doria caso ele se mantenha no governo.

A decisão de continuar com a pré-candidatura à Presidência veio depois de um encontro com  Garcia. Doria fará um pronunciamento no Palácio dos Bandeirantes, às 16h.

O governador paulista conquistou o direito de concorrer à Presidência pelo PSDB depois de derrotar Leite e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio nas prévias do partido, realizadas em novembro do ano passado. De lá para cá, porém, não conseguiu desarmar a resistência interna de caciques do PSDB e tampouco reduziu a sua rejeição nas pesquisas de intenção de voto.

Derrotado nas prévias tucanas, Leite mantinha conversas com o PSD e avaliou concorrer ao Palácio do Planalto pelo partido, mas desistiu da mudança. Ele anunciou na 2ª feira (28.fev) que renunciará ao cargo de governador e que decidiu permanecer no PSDB.

O anúncio de Eduardo Leite de deixar o governo do Rio Grande do Sul e a indicação de que poderia, sim, disputar novamente a candidatura, tornou a situação ainda mais complicada para Doria. Tanto o governador gaúcho quando o paulista nunca tiveram mais do que 3% no PoderData em 2022.

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