Deltan
Dallagnol, o ex-coordenador da extinta "lava jato", entrou — agora oficialmente — na política. Nesta sexta-feira
(10/12), ele se filiou ao Podemos.
Em
seu discurso, contrariando sua atuação pretérita como procurador da República,
assumiu compromisso com a defesa da democracia e o combate à corrupção. E
involuntariamente relembrando seu passado, também se comprometeu com a
"preparação política".
Quando
atuou como membro do Ministério Público, Dallagnol já tinha uma campanha para
chamar de sua: o lobby pelas "dez medidas contra a corrupção". Entre outras medidas
antidemocráticas, o pacote desenhado chegou a prever o uso de provas ilícitas e
restrições à impetração de Habeas Corpus. A empreitada política do então
procurador foi bancada com dinheiro do próprio MPF. Agora, ele
deve ser candidato a deputado federal, no pleito do ano que vem.
Resta
saber se a tentativa será exitosa. Segundo advogados ouvidos pela ConJur,
Dallagnol é tecnicamente inelegível.
Sem
a definição de uma quarentena para barrar a migração de quadros jurídicos para
a política — evitando que juízes e promotores usem seu arsenal
institucional para fazer política —, Dallagnol será correligionário de um
velho conhecido seu, com quem poderá voltar a fazer dobradinha: Sergio Moro, o
ex-juiz da 13ª Vara de Curitiba e ex-ministro de Bolsonaro, filiou-se ao
mesmo partido há um mês. Com informações da revista Consultor Jurídico.
Para ler mais acesse, www: professortacianomedrado.com
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