OPINIÃO: Alckmin e Lula - Côncavo e convexo

Lula e Alckmin se cumprimentando; PT e PSB conversam sobre a possibilidade de formação de uma chapa presidencial


Por: Taciano Gustavo Medrado Sobrinho
Professor, Engenheiro, Administrador, matemático e psicopedagogo

Todo o país está acompanhando atentamente o “flertar” do Ex-presidente Lula com o seu declarado desafeto Geraldo Alckmin, politicamente falando. O Bahia notícias   traz uma matéria nesse sábado(04) com o título:  Geraldo Alckmin já ensaia discurso para aceitar a vice de Lula em 2022”. Diz a reportagem: 

Em conversas com amigos e aliados, Geraldo Alckmin tem ensaiado seu discurso para aceitar a vice na chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Nos bastidores, a ideia é que ele está mais propenso a aceitar esse convite do que ser candidato ao governo de São Paulo.

Nas conversas, Alckmin tem citado parcerias que a chanceler alemã, Angela Merkel, e que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso firmaram com adversários políticos. Além disso, alerta para a situação de risco vivida pelos Estados Unidos.

O ex-governador lembra que FHC procurou políticos que estiveram ao lado da ditadura para unificar o país em seu governo, como José Sarney, Marco Maciel, Antonio Carlos Magalhães e Jorge Bornhausen.

Segundo informações do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, aliados de Alckmin dizem que o ex-governador enxerga que tomará o primeiro ato efetivo de uma personalidade política para furar a polarização no Brasil. Alckmin afirma que a decisão não será benéfica politicamente para ele, uma vez que afastará parcela importante do seu eleitorado nas classes média e alta de São Paulo, mas que terá um peso importante para o futuro do país.

Caso opte pela costura com Lula, a filiação ao PSB é o caminho provável. No entanto, nesta sexta-feira (3), alas do PSD distribuíram um panfleto no WhatsApp em defesa da candidatura de Alckmin ao governo de São Paulo. O ex-governador estava apalavrado com o partido de Gilberto Kassab antes da articulação com Lula tomar corpo.

REMINISCÊNCIA - TROCA DE FARPAS ENTRE LULA E GERALDO ALCKMIN

Em 26 de agosto de 2016, um sábado,  o presidente Lula partiu para o ataque contra o candidato tucano Geraldo Alckmin. Em comício realizado para mais de seis mil pessoas, em Campinas (SP), Lula sugeriu que o ex-governador de São Paulo assumiu a autoria da construção de 200 mil casas no estado que teriam recebido financiamento do governo federal. (Reveja)

"Outro dia vi meu adversário dizendo que fez 200 mil casas aqui em São Paulo. Não tenho os dados, mas desconfio que quem financiou as casas foi a Caixa Econômica Federal (CEF). Sabe por quê? A CEF investiu aqui em São Paulo R$ 7,5 bilhões atendendo 388 mil famílias. Como ele só mostrou 200 mil acho que elas devem ter sido tiradas destas 388 mil que o governo federal fez".

O candidato petista afirmou que Alckmin impediu que São Paulo participasse do Exame Nacional do Ensino Fundamental para esconder a situação do ensino no estado."São Paulo foi o único estado do Brasil que não fez a prova junto com o Ministério da Educação. Possivelmente porque não quisessem que soubéssemos como está a qualidade do ensino fundamental no Estado de São Paulo. Mas, como Deus escreve certo por linhas tortas, nós depois tivemos o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). E no Enem sabem em que lugar SP ficou? Em oitavo. Significa que o estado mais rico da federação está em oitavo lugar na educação dos meninos e meninas".

Segundo Lula, desde a criação da primeira universidade pública em São Paulo, há mais de 70 anos, só foram criadas oportunidades para 100 mil vagas em um estado de 40 milhões de habitantes. "Vou priorizar a educação porque eu sei o que é não poder estudar".

No discurso, Lula disse que "governa para a parcela pobre da população". "Governar para 35 milhões de brasileiros é tarefa fácil. Para 186 milhões é mais difícil, porém, é uma atitude mais generosa".  Lula afirmou que os 35 milhões citados seriam a parcela da população com um padrão de vida melhor.

Em Guarulhos, onde participou de outro comício, o candidato petista à reeleição voltou a falar que governa para os pobres e ressaltou sua origem humilde. "Os trabalhadores não confiavam em sua própria classe. Mas agora nós provamos que a classe trabalhadora no poder é a que melhor pode cuidar dos pobres deste país". Mais comedido, o presidente não fez nenhum ataque ao candidato do PSDB. (Fonte: congresso em foco-UOL)


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