Integrantes
do Tribunal Uigur corte independente do Reino Unido que considerou a China
culpada de genocídio em Xinjiang (Foto: reprodução/Twitter)
Da
Redação
Um
tribunal independente estabelecido no Reino Unido considerou a China culpada de tortura,
genocídio e crimes contra a humanidade pelo tratamento dispensado aos uigures e a outras minorias étnicas
na região de Xinjiang. A
sentença foi anunciada nesta quinta-feira (9). As informações sçao da agência catari Al Jazeera.
Sir
Geoffrey Nice, um proeminente advogado dos direitos
humanos, comandou o julgamento no Tribunal
Uigur e afirmou que o governo chinês colocou em práticas políticas de
controle de natalidade e esterilização forçadas para reduzir a população uigur
em Xinjiang, entre outras acusações de abusos que pesam contra Beijing na
região.
“O
tribunal está convencido, sem qualquer dúvida razoável, de que a República
Popular da China, com a imposição de medidas para prevenir nascimentos,
destinadas a destruir uma parte significativa dos uigures em Xinjiang, cometeu
genocídio”, disse Nice, que anteriormente liderou o processo contra o
ex-presidente da Sérvia Slobodan
Milosevic, no Tribunal Penal Internacional.
Embora
a condenação desta quinta não tenham peso vinculante, impossibilitando o órgão
de sancionar ou
punir a China, os organizadores entendem que o processo apresenta evidências
que conduzirão a uma ação
internacional contra Beijing.
Em
maio, quando o julgamento foi anunciado, a China contestou a iniciativa.
“Beijing condena e despreza as audiências”, disse à época o porta-voz do
governo em Xinjiang, Xu Guixiang. “Esta é uma violação total da lei
internacional, grave profanação das vítimas de um genocídio real e séria
provocação a todos os povos étnicos de Xinjiang”.
Por
que isso importa?
A
comunidade uigur é uma minoria muçulmana de raízes turcas que habita a região
autônoma de Xinjiang, no noroeste da China. A província faz fronteira com
países da Ásia Central, com quem divide raízes étnicas e linguísticas.
Os
uigures, cerca de 11 milhões, enfrentam
discriminação da sociedade e do governo chinês e são vistos com
desconfiança pela maioria han, que responde por 92% dos chineses. Denúncias dão
conta de que Beijing usa de tortura, esterilização
forçada, trabalho obrigatório e maus tratos para realizar uma limpeza
étnica e religiosa em Xinjiang.
Estimativas
apontam que um em cada 20 uigures ou cidadãos de minoria étnica já
passou por campos de detenção de forma arbitrária desde 2014.
O
governo de Joe Biden,
nos EUA, foi o primeiro a usar o termo “genocídio” para
descrever as ações da China em relação aos uigures. Em seguida, Reino Unido e
Canadá também passaram a usar a designação, e mais recentemente a Lituânia se
juntou ao grupo.
A
China nega as acusações de que comete abusos
em Xinjiang e diz que as ações do governo na região têm como
finalidade a educação
contraterrorismo, a fim de conter movimentos separatistas e combater grupos
extremistas religiosos que eventualmente venham a planejar ataques terroristas
no país. .
O
porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, afirma
que o trabalho forçado uigur é “a maior mentira do século”. “Os Estados Unidos
tanto criam mentiras quanto tomam ações flagrantes com base em suas mentiras
para violar as regras do comércio internacional e os princípios da economia de
mercado”, disse ele.
Para ler mais acesse, www: professortacianomedrado.com
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