DIVERSIDADE : Criado em Juazeiro no norte da Bahia a primeira ONG LGBTQIAP+ denominada "ALEM DO ARCO - IRIS"

 


 

 
Fotos : Edvaldo de Souza (Franciolli)

Da   Redação

Com a finalidade apoiar e desenvolver ações para a defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano LGBTQIAPN+ e do meio ambiente, através das atividades de educação profissional, especial e ambiental, foi criada na tarde de ontem (22) no auditório do Rapport Hotel a primeira Organização Não Governamental que recebeu o nome de Além do ArcoIris. A ideia surgiu há mais de um mês de um grupo de pessoas que vendo a atual situação de LGBTs espalhados por todo o município desde a sede nos bairros periféricos e em várias localidades do interior onde várias pessoas estão sofrendo com LGBTfobia, e,  “na maioria das vezes dentro da própria família que ao descobrir a sexualidade dos filhos e filhas ao invés de acolhê-los os expulsam de suas casas fazendo com que os mesmos busquem a sobrevivência a qualquer preço”, esclareceu o presidente eleito, o turismólogo, ator, administrador cultural, jornalista e professor Edvaldo Franciolli um dos idealizadores da referida ONG.

Para formação da ONG a diretoria da Diversidade da SEDES/PMJ ofereceu todo o apoio logístico para que essa associação sem fins lucrativos se tornasse realidade.

Dentro ainda dos seus objetivos para a consecução de suas finalidades, a "Além do Arco- Iris" poderá:

I -  sugerir, promover, colaborar, coordenar ou executar ações e projetos visando: Proteger o público LGBTQIAPN+ de agressões LGBTfobicas quer sejam física, moral, psicológica, etc...

II-Executar serviços de radiodifusão sonora, com finalidade educativa, artística, cultural e informativa.

III-Respeitar os valores éticos e sociais, em benefício do desenvolvimento geral da comunidade LGBTQIAP+ mediante concessão, permissão ou autorização de uso de imagem e som nas mídias sociais de divulgação;

IV- Promover a assistência social às minorias e excluídos, desenvolvimento econômico e combate à pobreza;

V- Promover gratuitamente a educação e a saúde incluindo prevenção DST/AIDS e consumo de drogas;

VI- Preservar, defender e conservar o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável;

VII- Incentivar o voluntariado, buscar estágios e a inclusão do LGBTQIAP+ no mercado de trabalho;

VIII-Promover os  direitos do LGBTQIAP+ com apoio de assessoria jurídica gratuita combatendo todo o tipo de discriminação sexual, social e racial.

IX- Acolher o LGBTQIAP+ que tenha sido excluído do meio familiar com discriminação;

X- Promover a ética, a paz, a cidadania, os direitos humanos, a democracia e outros valores universais;

Declarou o presidente eleito em assembleia geral: “A dedicação às atividades acima previstas configura-se mediante a execução direta de projetos, programas, planos de ações correlatas por meio de doação de recursos físicos, humanos e financeiros, ou ainda pela prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuem em áreas afins”. Franciolli destacou que a cultura será um dos vetores norteadores como políticas públicas no mundo LGBTQIAP+ de Juazeiro.

Franciolli ressaltou ainda que a “ONG Além do Arco-Iris” não se envolverá em questões religiosas, político-partidárias, ou em quaisquer outras que não se coadunem com seus objetivos institucionais.

Logo após a aprovação dos Estatutos da ONG foi feita a votação da diretoria executiva e dos membros doos Conselhos Fiscal e Consultivo que ficou assim constituída:

Diretoria Executiva

Presidente: Edvaldo de Souza (Franciolli)

Vice-Presidente: Eva Suene Rodrigues B. do Carmo

Diretor Financeiro: Jamisson Clécio Carvalho Silva

Secretária: Rosy Kátia Souza Gonçalves(Kátia Gonçalves)

Conselho Fiscal:

Andrey Anthonny Carneiro Rios Matias Cruz

Luna Sophia Santos de Carvalho

Mykaella Bezerra

Conselho Consultivo:

Aliel Roberto Carvalho da Silva

Fabrízio Alex Fatel da Silva (Fabrizio Fatel)

Geraldo Pontes

Marcos Antônio dos Santos (Marcos Velasch)

Nilton Miranda Souza (Nilton Miranda)

Diretor Jurídico:

Marcio Murilo Ribeiro Dos Santos Bispo

Texto: Edivaldo Franciolli

"Fazer parte da diretoria dessa ONG, me traz uma reflexão do Concurso Victor Victória que criamos em.1991, dando visibilidade aos atores transformistas do Vale do São Francisco, época em que não se falava em diversidade e políticas públicas voltadas a classe" Geraldo Pontes .

O que significa LGBTQIAPN+?

LGBTQIAPN+ é uma sigla que abrange pessoas que são Lésbicas, Gays, Bi, Trans, Queer/Questionando, Intersexo, Assexuais/Arromânticas/Agênero, Pan/Poli, Não-binárias e mais.

Lésbicas e pessoas gays são pessoas que sentem atração pelo mesmo gênero, e por pessoas que consideram seus gêneros parecidos. Lésbicas são sempre mulheres, ou pessoas não-binárias que se alinham com o gênero mulher de alguma forma. Gays historicamente eram homens, mas hoje em dia, é também aceito que mulheres ou pessoas não binárias utilizem a palavra gay para se identificarem como pessoas que sentem atração pelo mesmo gênero e por pessoas que se consideram de gêneros parecidos.

Pessoas bi são pessoas que sentem atração por dois ou mais gêneros.

Pessoas transgênero, ou trans, são pessoas cujo gênero designado ao nascimento é diferente do gênero que possuem. Mesmo assim, nem todas as pessoas que se encaixam nesta definição se identificam como trans; como é o caso de certas travestis, de certas pessoas não-binárias e de certas pessoas que não vivem em culturas onde só existem dois gêneros.

De qualquer modo, a maioria das pessoas que não são cis – neste caso, qualquer pessoa cujo gênero designado ao nascimento é parcialmente ou completamente diferente do gênero que possui, ou cujo gênero não pode ser traduzido adequadamente para o modelo de gênero eurocêntrico como homem ou como mulher – é bem-vinda na comunidade trans  No Brasil, muitas vezes se colocam as identidades travesty ou travesti e transexual também na letra T (como termos separados de transgênero). Travesty geralmente é um termo usado por pessoas que poderiam se dizer transfemininas e que é marcado por resistência e inconformidade em relação ao padrão cis sobre o que uma pessoa trans “aceitável” deveria ser. Transexual é um termo geralmente associado com pessoas trans que querem fazer um ou mais tipos de transição corporal, embora nem todas as pessoas que se definam como transexuais façam ou queiram fazer isso.

Pessoas intersexo são pessoas que, congenitamente, não se encaixam no binário conhecido como sexo feminino e sexo masculino, em questões de hormônios, genitais, cromossomos, e/ou outras características biológicas.

Pessoas assexuais são pessoas que nunca, ou que raramente, sentem atração sexual. Pessoas arromânticas são pessoas que nunca, ou que raramente, se apaixonam.

O A na sigla inclui tanto estas orientações como todas as do espectro assexual e as do espectro arromântico, que incluem orientações como quoissexual (alguém para quem o conceito de atração sexual não faz sentido), akoirromântique (alguém que não consegue continuar apaixonade uma vez que a outra pessoa também está apaixonada pela pessoa akoirromântica), e grayssexual (alguém que sente atração sexual de forma fraca, vaga e/ou rara).

Estes espectros estão inclusos no termo a-espectral, que também pode ser ocasionalmente usado para explicar que orientações fazem parte da letra A da sigla.

Pessoas agênero não possuem gênero, ou ao menos se sentem mais ou menos contempladas por esta definição. Algumas pessoas agênero não se consideram trans ou não-binárias, embora possam usar tais termos também.

Pessoas pan sentem atração por todos os gêneros, ou independentemente do gênero. Pessoas poli sentem atração por muitos gêneros. (Falo aqui de pessoas polissexuais/polirromânticas; não confundir com poliamor, que é ter mais de ume parceire num relacionamento compromissado.) A inclusão do P ajuda a ressaltar que pessoas multi que não se consideram bi também estão inclusas na comunidade.

Pessoas não-binárias são as que não são somente, completamente e sempre homens ou somente, completamente e sempre mulheres. Engloba pessoas sem gênero, com vários gêneros, com gêneros separados de homem e mulher, com gêneros parecidos com homem ou mulher, entre outras. Pessoas não-binárias podem se dizer trans, mas algumas não se consideram trans. Além disso, a inclusão separada da letra N ajuda a ressaltar que pessoas não-binárias estão inclusas na comunidade, e não só pessoas trans binárias.

está ali para pessoas não-cis que não se consideram trans (ou não-binárias, ou agênero), e por todas as outras orientações que não são hétero. Por exemplo, pessoas cetero/medisso são pessoas não-binárias que só sentem atração por outras pessoas não-binárias, pessoas omni sentem atração por todos os gêneros (algumas pessoas se dizem omni e pan; outras utilizam omni para evitar a conotação de “atração independentemente de gênero”), e pessoas abro possuem atração que muda constantemente (uma pessoa abrossexual pode ser gay em alguns momentos, assexual em outros, e pansexual em outros, por exemplo). Existem múltiplas possibilidades de orientações, e não é prático incluir cada um na sigla. 

Fonte: Orientando.org

Para ler mais acesse, www: professortacianomedrado.com

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