COVID-19: OMS não recomenda que vacinação de crianças seja prioridade no momento.

 


Da   Redação
Por: Taciano Medrado 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um vídeo nesta sexta-feira (11), explicando por que não recomenda que a vacinação de crianças seja uma prioridade neste momento da pandemia. Também nesta sexta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina da Pfizer em crianças a partir dos 12 ano. Até agora, a vacinação no Brasil só é permitida a partir dos 18 anos.

No pronunciamento, divulgado pelo portal Uol, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, argumenta que apesar de correrem o risco de serem contaminadas e transmitir o vírus, as crianças correm um "risco muito menor" de manifestar a forma grave da Covid se comparado aos adultos. 

Para a cientista, as crianças, exceto as mais suscetíveis a doenças, não devem ser consideradas uma prioridade por conta da quantidade insuficiente de doses das vacinas. "Como temos uma quantidade limitada de doses, precisamos usá-las para proteger os mais vulneráveis".

A cientista defende que crianças que tenham comorbidades podem ser priorizadas quando houver doses disponíveis. Mas analisa que formam um grupo de menor prioridade. Ela lembra que laboratórios têm feito estudos sobre a aplicação de vacinas contra Covid-19 em crianças, começando na faixa etária de 12 a 18 anos. E diz que quando houverem os dados das pesquisas, a OMS deverá analisá-los e "fazer recomendações sobre como vacinas devem ser usadas".

Ainda segundo a cientista as crianças não precisam estar vacinadas para voltarem à escola. Swaminathan citou como exemplo "vários países em que escolas foram mantidas abertas com sucesso". Ela diz que, se os trabalhadores da escola e os adultos da comunidade estiverem vacinados, as unidades de ensino podem reabrir "seguindo as medidas de saúde pública que foram aconselhadas para a segurança escolar".

Ainda segundo o Uol, até o momento o Ministério da Saúde não indicou se pretende incluir os menores de idade no público da vacinação contra a covid-19. O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que também irá enviar à Anvisa.

Para ler mais acesse, www: professortacianomedrado.com

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