Da Redação
Prof. Taciano Medrado
O secretário de Educação Superior do Ministério da
Educação, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, pediu demissão do cargo nesta
quinta-feira (30). A informação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S.
Paulo" e confirmada pelo G1 pela
assessoria do ministério.
Lima é servidor de
carreira do Ministério do Planejamento – atual Ministério da Economia – e deve
voltar à função que ocupava. Economista de formação, ele foi nomeado por
Abraham Weintraub para coordenar uma das maiores subpastas do ministério.
Até a publicação
desta reportagem, o Ministério da Educação ainda não tinha anunciado um
substituto para o cargo. Segundo o organograma disponível no site do MEC, não
há um secretário-adjunto nomeado na área de educação superior.
Em uma carta,
enviada a colegas de ministério e da área econômica do governo, Arnaldo Barbosa
de Lima Junior diz que pediu para sair do cargo por "motivos
pessoais" e para "abraçar um novo propósito profissional" (leia íntegra abaixo).
Até as 23h40 desta
quinta, a exoneração não tinha sido públicada no "Diário Oficial da
União". Em nota, o MEC confirmou o desligamento do secretário e enumerou
projetos encampados por ele na pasta.
"O MEC
agradece o trabalho de Arnaldo Lima, o qual engrandeceu a gestão da educação
brasileira, e deseja sucesso em seus projetos pessoais", diz o comunicado.
Future-se
Nos nove meses à frente da secretaria, o principal projeto de Arnaldo Barbosa era o rascunho do "Future-se", anunciado como um grande plano de reestruturação do financiamento do ensino superior público.
O projeto foi anunciado em julho, passou por duas consultas públicas na internet mas, seis meses depois, o texto ainda não foi enviado ao Congresso Nacional – onde precisa ser aprovado para entrar em vigor.
Pelas linhas gerais anunciadas, a adesão será voluntária, mas a universidade que quiser participar terá de aderir ao "pacote completo". Esse pacote inclui critérios definidos pelo MEC para avaliação da gestão, execução do orçamento e incorporação de parcerias, entre outros temas.
No Future-se, a gestão da universidade passaria a ser feita com o "apoio" de organizações sociais. Em troca, as reitorias passariam a acessar novas fontes de recursos, como fundos de investimento com dinheiro público e privado, cessão dos "naming rights" de edifícios e campi para empresas privadas e programas de inovação e registro comercial de patentes.
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