Foto reprodução : Internet/Google
De
Redação
Prof.
Taciano Medrado
Brasília —
A Polícia Federal cumpre,
na manhã desta terça-feira (5), uma série de mandados de busca e apreensão,
além de medidas de sequestro de bens, em investigação em curso junto ao Supremo Tribunal Federal.
Os senadores Renan
Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM) foram intimados para prestar
depoimento no âmbito da investigação.
A ação é um
desdobramento do inquérito 4707, que apura supostas doações de R$ 40 milhões
feitas pelo grupo Grupo J&F a senadores do MDB para as eleições de 2014. A
informação partiu da delação de Ricardo Saud, que serviu como base para a
instauração do inquérito.
Além de Renan e
Eduardo, o senador Jader Barbalho (MDB-PA) e ministro Vital do Rêgo Filho, do
Tribunal de Contas da União (TCU), também estão entre os investigados do inquérito 470.
Em junho, o
delegado Bernardo Guidali Amaral, que assina as intimações enviadas aos
senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga, pediu a Fachin que prorrogasse o
prazo do inquérito.
Segundo o advogado
Luiz Henrique Machado, Renan Calheiros recebeu a intimação em Maceió, mas não
há cumprimento de mandados judiciais em endereços ligados ao parlamentar.
A defesa de Eduardo
Braga também indicou que não são realizadas buscas em endereços ligados ao
senador. Em nota, o parlamentar informou ainda que já entrou em contato com a
Justiça para ‘ajustar’ a data de sua oitiva.
As ações começaram nas primeiras horas desta manhã.
O STF tem competência sobre apurações envolvendo investigados com foro privilegiado.
As ordens foram expedidas pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. Em nota, a PF informou que, por ordem de Fachin, não
divulgará as ações.
Com a palavra, a
defesa de Eduardo Braga:
“O senador Eduardo
Braga recebeu esta manhã uma solicitação do Delegado Bernardo Amaral para
prestar esclarecimentos no inquérito 4707 (STF). Já estabeleceu contato para
ajustar a data. O senador sempre se colocou à disposição para colaborar com
qualquer investigação. A cobertura midiática de hoje, talvez por
sensacionalismo, talvez por desinformação, menciona fato que simplesmente não
existiu, na medida em que nenhuma medida de busca e apreensão foi realizada na
residência ou em qualquer outro endereço do senador Eduardo Braga.”
Com a palavra, a
defesa do senador Renan Calheiros:
“Senador Renan não
foi alvo de operação. Não há busca e apreensão, como também não há qualquer
determinação a ser cumprida nas dependências do Congresso. Entregaram uma
simples intimação para prestar esclarecimentos. Nada mais que isso”.


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