Os resíduos de petróleo
recolhidos das praias do litoral pernambucano estão sendo levados para o Centro
de Tratamento de Resíduos em Pernambuco (CTR-PE), o Ecoparque Pernambuco, em
Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR). O espaço recebeu até essa
segunda-feira (21) cerca de 351 toneladas.
Aproximadamente 4 toneladas do óleo
são processadas por hora. O material é transportado em caminhões da Agência
Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que já realizaram 44 viagens. De acordo com o
diretor técnico do Ecoparque, Laércio Braga Chaves, o material é misturado com
outros resíduos como madeira, embalagens plásticas e papelão. "Esse óleo é
misturado com outros materiais e vai para um processamento.
É peneirado,
triturado e transformado em uma mistura energética", explicou à reportagem
do Portal FolhaPE. O material processado substitui o coque, um combustível
derivado do petróleo usado em fornos de indústrias de cimento. Ainda de acordo
com Láercio, esse combustível obtido após o processamento é vendido às indústrias.
Balanço do Governo de Pernambuco divulgado nessa segunda-feira (21) informa que
foram recolhidas 257 toneladas de óleo desde a quinta-feira (17), quando o
material voltou a aparecer no litoral do Estado, na praia dos Carneiros, em
Tamandaré, no Litoral Sul.
Na Bahia, outro estado atingido pelo óleo, um
projeto do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (Ufba) está
transformando o óleo encontrado nas praias em carvão granulado. Esse material
vem sendo testado pelos pesquisadores, que investigam se esse carvão tem poder
de queima. O material poderá ser utilizado em motores de fábricas e em mistura
para asfalto e blocos de construção. 




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