DENUNCIA DE MAL ATENDIMENTO DA UPA DE JUAZEIRO-BA


O PERSONAGEM DA MATÉRIA SOU EU (Parte 01) 

A imprensa é o cão-de-guarda da sociedade! Essa afirmação conceitual do imaginário popular provém justamente da crise no sistema político mundial. E a prefeitura municipal daqui de Juazeiro-BA nessa situação tá de boa! Se serve da “facilidade” de não termos mais uma emissora de TV “cão-de-guarda” – como era a TV S. Francisco – que hoje está de portas fechadas para o jornalismo regional.  Infelizmente nesse artigo a personagem principal sou EU e minha família, pois, apesar de escrever ha semanas denunciando o encerramento do serviço emergencial do Hospital da Criança e o remanejamento do mesmo para a UPA, acabei testemunhando o quanto o nosso povo juazeirense – especificamente as crianças – sofre com o descaso e o mau atendimento daquela unidade.

Hoje dia  13 de setembro de 2019, eu juntamente com minha esposa tivemos que levar o nosso filhinho de dois anos e sete meses para ser atendido emergencialmente na UPA de Juazeiro-BA, pois o menino estava apresentando várias “manchas vermelhas” em todo seu corpo desde o dia anterior. Horas antes de chegarmos a UPA fomos à Unidade Básica de Saúde próximo à nossa casa, porém a médica que deveria atender não estava na unidade. Daí então, nós tivemos que resolutamente leva-lo para aquele lugar nada agradável, onde o prefeito de nossa cidade Marcus Paulo Bonfim resolveu colocar crianças de baixa imunidade juntamente com adultos doentes para serem atendidas.

Chegando lá na UPA eu não pude entrar juntamente com minha esposa e meu filhinho porque segundo o porteiro, só poderia entrar um acompanhante por criança. Então minha esposa entrou com o menino e eu fiquei do lado de fora aguardando serem atendidos. Passada uma hora, minha esposa saiu da unidade chorando com o nosso filhinho no colo. Detalhe: para quem conhece minha mulher – que é muito mais durona que eu – vê-la chorando na frente de dezenas de pessoas que estavam juntamente comigo no lado de fora, a coisa poderia ser grave, assim pensei. Mas para minha surpresa e dissabor, constatei que a “gravidade do problema” não eram as alergias que provocam conceiras na pele de meu filho, mas sim o constrangimento que minha mulher passou por causa da grosseria protagonizada pela doutora que no plantão atendia!

Agora, pare e pense comigo... Vocês acham que eu, minha esposa e meu filhinho fomos a UPA para “passear no bosque ou fazer um lazer?” Eu faço essa pergunta porque segundo minha esposa, a enfermeira dentro do protocolo de atendimento ordenou a uma das atendentes – aquelas que vestem uma camisa vermelha com o dizer: “posso ajudar?” – ligasse para a UBS e checasse a informação sobre a ausência da doutora do posto de saúde próximo à minha casa. Depois de checada a veracidade da informação – a de que a médica da UBS não estava – depois de feita a triagem, prontamente encaminhou minha esposa com meu filhinho para ser atendidos pela Dra. Isis Queiroga. Aí, a médica ao invés de dizer “bom dia” foi logo questionando de forma grosseira a mãe de meu filhinho se ela poderia esperar para ser atendida na segunda feira, pois, a situação do menino, segundo a médica , não era emergencial.

Vejam só leitores, a questão que trago aqui não era se o atendimento de meu filho era emergencial ou não, mas o que a doutora ignorava é que o prefeito Marcus Paulo Bonfim remanejou o atendimento de ambulatório da clínica infantil para a UPA onde ela trabalhava! A emergência da Clínica Infantil Municipal esta com suas atividades encerradas provisoriamente, assim penso eu. Porém o que mais me deixou indignado, foi testemunharmos ali crianças que tecnicamente possuem baixa imunidade defensiva sendo atendidas (emergencialmente ou não) ao lado de adultos que poderiam em tese estarem com doenças graves e transmissíveis! Minha esposa então depois das “boas vindas” se sentou com o menino e a doutora de forma hostil e rude o examinou. Depois de ter receitado a medicação, a Dra. Isis Queiroga ainda “resolveu pagar de paladina de mãezona” dando uma bronca na mãe pelo fato dela ter visto que meu filhinho estava comendo um biscoitinho de maisena.

Não estou aqui questionando se o que ela disse procede dentro da ótica medicinal ou não, mas sim a forma grosseira que ela se dirigiu a mãe de meu filho. Ora bolas, onde está a ética e a boa educação por parte dos profissionais de medicina que eu matinalmente tanto defendo em meu programa de rádio? Será que de agora em diante, todas as mães que levarem seus filhos a UPA de Juazeiro serão tratadas desse jeito? Bem, se a doutora com todo aquele “Lula-Molusco-Show” * queria ser conhecida por seus azedumes perante seus pares, colegas de trabalho, estagiários de medicina (havia muitos lá em volta, e, segundo minha esposa ficaram chocados...) então, eu estou aqui dando uma pequena ajudinha publicando essa matéria.

Saímos de lá e fomos diretamente para a Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde e fizemos conhecer o caso. Assinamos a queixa e vamos agora aguardar as providências que serão tomadas.

ERRY JUSTO

Radialista e Jornalista

* Lula-Molusco é um personagem do desenho animado infantil Bob Esponja, que é caracterizado pelo temperamento áspero e mal-humorado de ser.

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